domingo, 20 de julho de 2014

Vinte e Dois

POV KATHERIN
Luan estava estranho, mas isso era de se esperar. Acho que fui rude com ele.
Estávamos comendo, e ele sequer olhava em meu rosto.
-Se você não quiser ir... Não tem problema. Olha, eu acho que você não tem nada a ver com isso. Esse problema é meu, isso tudo é culpa minha.
-Não é. Eu não tenho culpa, nem você. -ele segurou minha mão de um jeito carinhoso. Um jeito que eu nunca tinha imaginado que Luan seguraria.
Olhei em seus olhos e senti que aquele carinho era verdadeiro.
Ele estava me protegendo. Percebi isso quando ele tentou impedir o Lucas de tocar em mim.
-Eu estou ficando maluca com tudo isso. -tirei minha mão de debaixo da dele. Eu realmente estava. Sentia que podia fazer de tudo para protegê-lo, para ter ele perto, são e salvo.
O restaurante onde estávamos tinha música ao vivo, e numa hora um pouco inoportuna, devido a meus pensamentos, a mulher começou a tocar uma música que eu nunca tinha ouvido, mas que mexeu comigo naquele momento.

" Tell my love to wreck it all
Cut out all the ropes and let me fall
My, my, my, my, my, my, my, my
Right in the moment this order's tall
And I told you to be patient
And I told you to be fine
And I told you to be balanced
And I told you to be kind
In the morning I'll be with you
But it will be a different "kind"
'Cause I'll be holding all the tickets
And you'll be owning all the fines"

-Luan, e quando... quer dizer, se isso tudo acabar, o que vai ser? -ele respirou fundo.
-Ao menos um de nós tem que acabar bem. -ele beijou minha mão.
**
Não consegui dormir, estava perturbada demais. Mesmo deitada no colo do Lucas, não conseguia ficar confortável.
Sentia sua mão passar pelos meus cabelos, com uma delicadeza que me fazia tremer por dentro.
-Kate? -ele perguntou.
-Sim?
-Eu preciso te contar uma coisa. -me sentei.
-O quê?
-Quando eu te conheci... Eu vi uma chance de cura. Eu tenho vergonha de te dizer isso, mas é a verdade.
-Porquê? Cura... comigo?
-O dinheiro da sua família. Pensei que... se eu me casasse com você, teria o suficiente pra pagar alguém pra estudar sobre isso e me livrar de uma vez por todas. Por isso pedi para o Leandro usar a névoa e... criar todas essas lembranças.
-Isso devia me fazer te odiar. Mas eu não consigo. -comecei a chorar. Lucas me abraçou- Por favor, me diz o que foi real.
-O sentimento é real. Eu te amo. Eu não estaria aqui se não te amasse de verdade. O colar não me deixaria chegar perto.
-Qual a história dele?
-Ainda não sei. Mas acho que vamos descobrir logo.
POSTO O PRÓXIMO COM TRÊS COMENTÁRIOS.

domingo, 13 de julho de 2014

Vinte e Um

Enquanto Luan tomava banho, eu procurava alguma pomada para queimaduras na casa. Revirei todos os armários, até que ele me chamou. Quando cheguei no quarto, ele tinha pomada onde conseguiu passar, estava com uma bermuda. Deu pra ver que suas costas também tinham algumas marcas vermelhas.
-Passa pra mim?
-Não vai me atacar querendo meu sangue? -ele bateu na mesa com força.
-Você acha mesmo que eu quero isso pra mim? Eu nem... nem me lembro de como isso aconteceu, eu só acordei me sentindo estranho. Daí a Micaella veio me falar aquelas coisas... eu ainda tô confuso.
-Micaella? A mais certinha do seu grupo?
-Ela não é tão ingênua quanto parece.
-É... percebi. E o que, ela é uma vampira também?
-É. -ele me olhou- Você não faz ideia do perigo que tá correndo.
Um vento forte abriu a janela, o que me fez me arrepiar.
Lucas entrou e praticamente voou para o pescoço do Luan, jogando-o no chão. Luan tentava se levantar mas Lucas era mais forte que ele.
-Fica longe dela. -ele levantou a mão como se fosse dar um soco no Luan.
-Lucas, não! -gritei.

POV LUAN
Quando ouviu a voz da Katherin, Lucas pareceu se acalmar. Ele segurava meu pescoço de um jeito que normalmente me faria sufocar, mas não o fez. Aquilo só me segurava no chão.
-O que vocês vieram fazer aqui? -ele perguntou mantendo o olhar fixo em mim, mas se dirigindo a ela.
-Dá pra me soltar? -pedi.
-Viemos... viemos atrás do diário.
-Porquê?
-Eu... eu não quero perder você. -Kate respondeu.
Eu deveria ter ficado mexido por aquela resposta ser tão romântica? Era de se esperar que ele fosse o motivo de ela estar tão interessada.
-Dá pra me soltar? -pedi de novo.
-Tudo bem Santana, mas não saia da minha frente.
Ele me soltou e eu me levantei.
-Porque você não me avisou que vinha? Eu pedi pra você não sair da chácara.
-Eu tive que vir. Lucas, se eu juntar essas páginas, talvez eu consiga fazer com que você e o Luan voltem ao normal, talvez tenha alguma coisa lá.
-Não, não tem! Você não entende? Essas palavras são amaldiçoadas, assim como eu! -ele pareceu tenso e se aproximou da Katherin- pelo menos você tá fazendo o que eu falei sobre o colar. -ele pareceu querer tocar o pingente e instintivamente eu segurei sua mão.
-Não toca. E ela não vai tirar, eu sei o que vocês querem.
-Não, você não sabe. Precisamos conversar.

POV KATHERIN
Lucas e Luan estavam no quarto ao lado. Eu tinha vontade de ir lá, perguntar o porque de se tudo tinha a ver comigo, eu não podia ouvir. Então resolvi ler a página.
"Cheguei hoje a Londres. Tudo parece mais bonito do que no Brasil. Não me sinto perseguida aqui. Sinto falta dele. De quem ele era pra mim. Fora disso... nada mais parece certo.
Não sei o que minha família vai dizer quando perguntarem sobre mim. A verdade, com certeza não será dita. Estou grávida do que dizem ser uma aberração. Ele não é isso, é uma pessoa normal. Com necessidades diferentes. Eu o amo, e não vou deixar esse amor acabar.
Nosso filho irá se vingar de todos os que nos separaram. Ou, quem sabe eu mesma vou. Mas antes, tenho que encontrar uma forma de ficarmos juntos, de ficarmos bem."
Um endereço novo brilhou no rodapé da página. A próxima estava do outro lado do oceano.

POV LUCAS
-Espero que você tenha entendido. -Luan disse- Eu só quero protegê-la.
-E como consequência, se proteger também. O Leandro te mataria em três segundos. Ou menos.
-Se por acaso eu... se minha transformação for completa, tem como reverter depois?
-Se eu gostasse de você, eu diria para fazê-la logo. Você vai sentir dores e vai acabar morrendo. Mas como eu não gosto de você, eu vou te dizer a verdade. Tem como pausar isso. Para a transformação ser completa, você precisa de todo o sangue do corpo de uma pessoa, você teria que mata-la. Mas se você... só tiver um pouco de sangue humano em seu organismo quando começar a morrer, vai prolongar sua vida em algum tempo.
-Então é só isso?
-Não. Nada nessa vida é fácil. Eu tentei fazer isso. E fiz por um bom tempo. Até vocês abrirem aquele diário estúpido. Agora... eu preciso de sangue sempre. Você não tem ideia do quanto é difícil.
-Você pode não acreditar. Mas eu e a Katherin vamos achar aquele diário, vamos acabar com isso e ela vai ficar bem, vai ficar segura. Enrolada num edredom, sentada na varanda com... uma xícara de chocolate quente, olhando as estrelas, como ela sempre gostou de fazer.
-Como você sabe disso? -ele me perguntou.
-Quem você acha que te ligou quando ela estava tarde da noite na praia? -Kate bateu na porta e entrou.
-Meninos... temos que ir até o Canadá. Isso é... se vocês quiserem vir comigo.
 
TIRO, PORRADA E BOMBA! KKKKKKKKKKKKKKKK ENTÃO AMORES, A FIC ESTÁ COM MENOS DA METADE DE VIEWS DE QUANDO EU POSTEI PELA PRIMEIRA VEZ, ENTÃO AGORA EU realmente SÓ VOU POSTAR COM OS COMENTS, TÁ? PRA SABER QUEM ESTÁ LENDO. :/ POSTEI HOJE SÓ PQ ESTOU FELIZ PORQUE A ARGENTINA PERDEU. KKKKKKKK BEIJOS MEUS LOVES. :* 

domingo, 6 de julho de 2014

Vinte

-Estava esperando por vocês! -uma mulher disse quando abriu a porta da casa. Espera, ela estava falando português?
-Como sabe quem somos nós? -Luan perguntou.
-Sei reconhecer um Vetala quando estou frente à frente com um. E o colar... -ela olhou pra mim de um jeito estranho.
-Nenhum de nós é... -parei a frase no meio. Lembrei que Luan não tinha me falado exatamente o que aconteceu. A mulher riu.
-Vamos, entrem.
Mesmo com medo, segui em frente. E se naquele dia eu descobrisse algo que era um mistério até para a polícia? E se eu tivesse a oportunidade de me vingar de quem quer que fosse responsável por tirar a minha mãe de mim? Se aquela mulher tivesse algo a ver com isso, eu não pensaria duas vezes antes de voar na garganta dela.
-Sentem-se. Vocês querem alguma coisa? Um chá talvez...
-Não, obrigado. -respondi- Porque você estava nos esperando?
-Ora, a muitos anos eu espero alguém que pegue essa primeira página logo! Você veio trazer mais vida do que morte, acredite.
-Não, morte não. Não quero nenhuma morte.
-Nem tudo o que se quer se consegue. -ela olhou pro Luan.
-Onde tá a página? -Luan perguntou.
-Lá em cima. Mas você não vai poder entrar, só a garota.
-Porquê? -perguntei.
-Porque é assim que deve ser.
-Não vou deixar a Kate sozinha.
-Se quiser pode tentar entrar. Seu sangue não vai deixar. -ela sorriu.
-Nos leve logo até lá.
-Não posso esperar mais pela liberdade! -ela bateu palmas.
A seguimos por dentro da casa. Parecia mais velha por dentro do que por fora. Algumas teias de aranha tomavam conta do papel de parede, que parecia ser um bege mais antigo do que a própria casa. A escada rangia. Enquanto subíamos, olhei várias vezes para saber se Luan estaria lá. Ele correspondia meu olhar, mas eu não conseguia me acalmar.
-É na última porta. -ela apontou para o final do corredor. Luan estava ao meu lado. Seguimos até lá enquanto eu sentia que aquela mulher estava sorrindo. Eu sentia que talvez aquilo não daria certo. Mas já estávamos na porta.
Coloquei devagar a minha mão na maçaneta. O metal frio me fez ficar mais tensa ainda. Quando a porta e abriu, vi que havia um tipo de altar prateado com uma página em cima. Uma pequena janela fazia com que a luz do sol se direcionasse diretamente para o altar. Entrei no quarto com o pensamento de pegar aquilo e encher aquela mulher de perguntas. Mas então algo estranho aconteceu. Luan tentou entrar no quarto e uma luz azul iluminou todo o cômodo. Ele foi jogado pra trás com uma velocidade absurda. Tentei sair do quarto e ajudá-lo, mas o que às vistas parecia uma passagem normal, era como vidro. Onde eu tocava, pequenos raios tão azuis quanto o pedra de meu colar apareciam.
-Me deixe sair!
-Primeiro você tem que pegar a página. Depois sair. -Luan gemeu encostado na parede.
-Ajude-o! Ou me deixe ajudar.
-Eu disse que ele não entraria. Você só pode sair depois que pegar a página.
Jurando pra mim mesma que iria matá-la quando saísse dali, virei-me e peguei a página. Parecia tão frágil que a peguei com o maior cuidado do mundo, e logo me virei de volta. Passei pela porta com facilidade e fui ao encontro do Luan.
-Tudo bem?
-Sim. Só parece que me jogaram em uma fogueira e depois em um moedor de carne.
-Vamos. -o ajudei a se levantar. Procurei a mulher, mas ela não estava lá. -Eu vou matar aquela vadia.
Luan riu. Quando chegamos na escada, a vi no andar debaixo. Ela tinha se jogado. Havia morrido com um sorriso no rosto. Um sorriso de satisfação.

Oi amores! O que vocês estão achando da fic hein? Me contem. :3 Posto o próximo com três comentários! Beijinhos da Dan. :*

sábado, 5 de julho de 2014

Dezenove

POV KATHERIN
Acordei às nove da manhã do outro dia. Me joguei embaixo do chuveiro e comecei a chorar sem nenhum motivo aparente. Depois, comecei a lembrar. Onde estaria o Lucas? Meu pai? Eu tinha abandonado eles para ir atrás de uma aventura que eu nem sabia se daria certo. O motivo disso tudo era tentar salvar o Lucas. Mas algo me dizia que aquilo não daria certo. Que algo iria acontecer no caminho, que iria mudar minhas concepções do que era "certo". Mas o que?

Um destino a se cumprir, amores para descobrir, uma aventura a viver. 
POV LUAN
Acordei de manhã. Pelo menos eu sabia que estava no bosque atrás da casa, mas tinha de sair dali. Me sentia satisfeito, mas não tinha ideia de como tinha conseguido isso. Me levantei e segui pela trilha. De repente algo me bateu e me derrubou no chão. Senti uma dor insuportável em meu braço e tentei me levantar. Me derrubaram novamente, e dessa vez ele parou na minha frente.
-Oi Santana.
-Leandro?
-Achou que eu não ia achar vocês aqui?
-O que você quer?
-Matar você. -gelei- Não é nada pessoal, é questão de sobrevivência. Você quer destruir o diário, e desse jeito você me destrói. Então, se eu acabar com você primeiro...
-Eu só quero ser normal!
-O Lucas também queria isso e olha só o que aconteceu... Fugimos e ele acabou se apaixonando pela garota da profecia. Ela eu não posso machucar, por causa daquele maldito colar. E nem você, quando estiver perto dela. Mas você aqui, tão vulnerável... Me faz até pensar um pouco em negar o pedido da Micaella. 
-Onde ela está?
-No Brasil. Você a enganou, mas ela te perdoou e quer que eu te dê uma chance. É simples. Você tira aquele colar dela, eu acabo com ela e todo mundo fica vivo. Em compensação a comida vai ficar mais escassa e a gente vai ter que fugir a todo tempo. A humanidade está ficando inteligente demais, se descobrirem sobre a gente logo dão um jeito de nos capturar e destruir. Mas isso você vai aprender com o tempo, sua transformação sequer está completa... Vou te dar uma chance Santana. Você tira aquele colar dela, ou tenta a sorte de nunca sair de perto dela, o que vai ser um pouco difícil. Resumindo... você não tem escolha. 
Ele sumiu.

POV KATHERIN
Luan entrou no quarto em que eu estava fechando as janelas.
-Se veste. A gente tem que ir lá logo.
-O que foi isso? -perguntei apontando para o seu rosto que estava arranhado e um pouco roxo.
-Nada demais, você já está melhor?
-Bem melhor.
-Está fazendo frio lá fora, é melhor levar um casaco.
-Tudo bem, eu só preciso comer um pouco.
-É, eu... esqueci desse detalhe. Tem algum restaurante aqui perto?
-Na outra rua.
-Tudo bem. Olha, eu não que pareça que eu estou te pressionando demais.
-Não tem nada. A gente já perdeu tempo demais.
Olhei o Luan. Ele estava usando tudo preto, inclusive sua touca. Ele ficava mais bonito com ela, parecia que aquilo valorizava o rosto dele. Seus olhos brilhavam, negros como suas roupas. Descemos as escadas e fomos até a garagem de casa, sabia que havia um carro lá que meu pai usava quando ia até Londres. Tive uma surpresa quando ela se abriu.



-Uau! -eu e Luan dissemos ao mesmo tempo.
-Como eu vou dirigir isso? Aqui a via é esquerda!
-A gente vai ter que se virar.
-Eu, no caso.
-Meu pai consegue. Talvez um Santana não...
-Vamos logo!
Ele teve um pouco de dificuldade nos primeiros metros, e olha que o bairro não é tão movimentado, mas depois começou a se acostumar. Eu comi enquanto ele ficou olhando.
-Não tá com fome?
-Não. -ele respondeu simplesmente.
Terminei de comer e voltamos pro carro. Coloquei o endereço da casa no GPS e fui traduzindo as instruções pro Luan. Começamos a ir pro centro. Ele se embaralhou mais um pouco no transito mas logo chegamos. O prédio parecia abandonado, mas perguntei a uma pessoa que passava na rua ela me disse que uma mulher morava lá. Segurei a mão do Luan e bati na porta.


Amores da minha vida! Primeiro, me desculpem por demorar de postar, não vai acontecer de novo, ok? kkk E então, o que será que vai acontecer nessa casa aí hein? Algo me diz que não é tão bom! :/ Por esse meu erro, não vai ter meta de coments. Espero que tenham gostado dos caps! Beijinhos da Dan! :* <3   

Dezoito

Amors, antes de começar acho importante dizer que tirando com Luan, todos os diálogos da Katherin com outras pessoas são em inglês. Boa leitura!

POV KATHERIN
Uma mulher desceu as escadas. Ela parecia ter um pouco mais de cinquenta anos, usava um conjunto de calça e blusa verde com um casaco florido de fundo branco por cima, salto alto e joias. Sua pele era branca e já marcada pela idade, seu cabelo era já fino e com um louro que me deixava dúvidas se era natural ou não.
-Quem é voce? -perguntei.
-Eu devia perguntar isso mina jovem...
-Essa casa é da minha família.
-Bem... é da minha também. -ela sorriu. Eu conhecia aquele sorriso. De alguma forma, ele me lembrava a minha mãe.
-Voce é a minha avó? -ela continuou a me observar de cima da escada.
-Katherin?
-É. -disse sem jeito para alguém que nunca tinha visto pessoalmente- A senhora está morando aqui agora?
-Não... Passo às vezes pra ver se está tudo do jeito que a Michelle gostaria.
A menção do nome da minha mãe me fez ficar um pouco mais sensível naquele momento, me fez prestar atenção no que estava acontecendo.
-Eu posso te abraçar?
Ela sorriu e eu considerei aquilo como uma afirmaçao. Dei alguns passos e Luan segurou meu braço.
-Tudo bem, é a minha avó.
Ele me olhou, olhou para ela. Pareceu considerar e me soltou. Subi a escada e a abracei, sem querer saber o que ela pensava de mim, esquecendo-me (ou não dando importância) do fato de ela nunca querer ter contato algum comigo. Ela me abraçou forte.
-Você... você não parece nem um pouco com sua mãe. -ela sorriu e eu também. Eu sabia disso. Minha mãe tinha a pele super branca e era loira, com os cabelos lisos, enquanto eu era um pouco mais morena e meus cabelos eram negros e cacheados, parecia muito mais com o meu pai. Quando nos soltamos, toquei em seu rosto, emocionada por aquele momento.
-Bem, eu tenho que ir. -ela olhou para cima, como se tentasse conter lágrimas- Até quando você vai ficar?
-Ainda não sei.
-Então nos vemos logo.
Ela desceu as escadas calmamente e saiu. Me sentei ali mesmo na escada. Não chorei, não me senti feliz ou nada parecido. Simplesmente refleti sobre o que estava acontecendo. Meu namorado era um vampiro, a maioria da mina vida poderia ter sido apenas uma ilusão e a única certeza que eu tinha era a de estar na casa de meus pais com o cara que eu mais tinha odiado na minha vida. Será que o ódio era real?

POV LUAN
Nao tinha entendido o que aconteceu. Aquilo não durou nem três minutos. Katherin estava sentada na escada e me olhava, como se esperasse que eu fizesse alguma coisa. Nunca tinha reparado em como seus olhos cinza eram tão lindos. Eles pareciam querer me hipnotizar de alguma forma. Percebi que parecia um idiota só olhando e sentei do lado dela.
-E agora, o que fazemos?
-Você precisa descansar.
Ela me abraçou. Porque tinha feito aquilo? Depois de alguns segundos tentando entender, a abracei também.