POV KATHERIN
Sem ter o que fazer, resolvi dar uma volta na praia. Cheguei no lugar onde eu e Luan lemos o diário pela primeira vez, e ele estava lá. Sentei do seu lado.
-Então, você veio se esconder aqui?
-Aqui pode ser nosso lugar secreto.
Eu ri.
-Sabe Kat, esses dias pareceram anos. Parece que vieram pra deixar todas as nossas brigas pra trás. E eles me mostraram o seu sorriso de verdade. Não aquele sarcástico de sempre.
-Meu sorriso é sarcástico?
-Muito. -ele riu.- Mas sei um jeito dele ficar doce.
Luan se aproximou um pouco mais de mim.
-O que foi? -perguntei.
-Você sabe o que foi.
Luan estava diferente. Seu olhar estava diferente.
-O que aconteceu Luan?
-Ainda vai acontecer. -ele riu.
-Olha, eu não sei o que...
Luan me beijou. E eu me derreti por inteira. Fechei meus olhos e me entreguei. Amoleci em seus braços. Ali eu percebi que queria aquilo a tanto tempo! Sentir ele tomando conta de mim por inteira por somente por um beijo. Ele puxou meu cabelo e eu fiz o que não devia. Abri os olhos.
POV LUAN
-AAAAAH NÃO! ME LARGA LEANDRO! ME SOLTAAAA! -Kat acordou gritando.
-Ei Kat, calma. Acabou. Shh. Acorda, olha pra mim. -ela não parava de se bater na cama e de chutar. A abracei e ela me deu um soco na cara e correu pra parede.
-Não precisava fazer isso.
Ela me olhou assustada, agachou e começou a chorar.
Depois se levantou e foi no banheiro. Lavou o rosto e voltou pro quarto.
-Você não quer dar uma volta?
Ela queria ficar sozinha. Eu ia, mas voltava alguns minutos depois. Eu tinha medo de deixá-la sozinha, porque se acontecesse alguma coisa depois, eu iria me sentir culpado. Eu não iria me perdoar. Nem o Lucas.
-Tudo bem.
Pulei a janela.
Eu estava escondido perto da minha casa. Esperei meu pai e minha irmã saírem e então entrei.
Procurei na sala e na cozinha, subi até o quarto dela e não achei minha mãe. Então eu fui até o meu. Ela estava sentada na minha cama, olhando pela janela.
-Mãe?
Ela relutou um pouco e até que enfim olhou pra trás. Ela me olhou por alguns segundos até correr em minha direção.
-Meu filho! -ela me abraçou- Pelo amor de Deus nunca mais some desse jeito, Luan! -ela começou a chorar.
-Calma mãe. Eu tô aqui. Eu tô... eu tô bem.
A campanhia tocou. Uma, duas, três vezes. E minha mãe desceu pra atender.
Abri meu armário. Minhas roupas estavam lá do mesmo jeito de antes. A porta se abriu bruscamente.
-SEU FILHO DA MÃE! -comecei a receber bolsadas. Não esperava reação diferente da Renata.