sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Trinta e cinco

POV KATHERIN
Sem ter o que fazer, resolvi dar uma volta na praia. Cheguei no lugar onde eu e Luan lemos o diário pela primeira vez, e ele estava lá. Sentei do seu lado.
-Então, você veio se esconder aqui?
-Aqui pode ser nosso lugar secreto.
Eu ri.
-Sabe Kat, esses dias pareceram anos. Parece que vieram pra deixar todas as nossas brigas pra trás. E eles me mostraram o seu sorriso de verdade. Não aquele sarcástico de sempre.
-Meu sorriso é sarcástico?
-Muito. -ele riu.- Mas sei um jeito dele ficar doce.
Luan se aproximou um pouco mais de mim.
-O que foi? -perguntei.
-Você sabe o que foi.
Luan estava diferente. Seu olhar estava diferente.
-O que aconteceu Luan?
-Ainda vai acontecer. -ele riu.
-Olha, eu não sei o que...
Luan me beijou. E eu me derreti por inteira. Fechei meus olhos e me entreguei. Amoleci em seus braços. Ali eu percebi que queria aquilo a tanto tempo! Sentir ele tomando conta de mim por inteira por somente por um beijo. Ele puxou meu cabelo e eu fiz o que não devia. Abri os olhos.

POV LUAN
-AAAAAH NÃO! ME LARGA LEANDRO! ME SOLTAAAA!  -Kat acordou gritando.
-Ei Kat, calma. Acabou. Shh. Acorda, olha pra mim. -ela não parava de se bater na cama e de chutar. A abracei e ela me deu um soco na cara e correu pra parede.
-Não precisava fazer isso.
Ela me olhou assustada, agachou e começou a chorar.
Depois se levantou e foi no banheiro. Lavou o rosto e voltou pro quarto.
-Você não quer dar uma volta?
Ela queria ficar sozinha. Eu ia, mas voltava alguns minutos depois. Eu tinha medo de deixá-la sozinha, porque se acontecesse alguma coisa depois, eu iria me sentir culpado. Eu não iria me perdoar. Nem o Lucas.
-Tudo bem.
Pulei a janela.

Eu estava escondido perto da minha casa. Esperei meu pai e minha irmã saírem e então entrei.
Procurei na sala e na cozinha, subi até o quarto dela e não achei minha mãe. Então eu fui até o meu. Ela estava sentada na minha cama, olhando pela janela.
-Mãe?
Ela relutou um pouco e até que enfim olhou pra trás. Ela me olhou por alguns segundos até correr em minha direção.
-Meu filho! -ela me abraçou- Pelo amor de Deus nunca mais some desse jeito, Luan! -ela começou a chorar.
-Calma mãe. Eu tô aqui. Eu tô... eu tô bem.
A campanhia tocou. Uma, duas, três vezes. E minha mãe desceu pra atender.
Abri meu armário. Minhas roupas estavam lá do mesmo jeito de antes. A porta se abriu bruscamente.
-SEU FILHO DA MÃE!  -comecei a receber bolsadas. Não esperava reação diferente da Renata.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Trinta e Quatro

POV KATHERIN
Acordei assustada e vi que estava no meu quarto. Olhei para o lado e vi que meu pai estava lá.
-Que bom que você acordou, não estava conseguindo ligar para o médico.
Respirei fundo. Me sentia fraca.
-Cadê o Luan, pai?
-Ah, ele foi ver a família, mas disse que daqui a pouco volta. O que eu acho um pouco difícil.
-Porquê?
-Ah, nada demais. Besteira minha na verdade.
-Tá. -me sentei vagarosamente na cama.
-Você quer alguma coisa? Tem um pouco de sopa lá embaixo. Vou buscar, fica quietinha.
-Ta. Tudo bem.
Meu pai saiu do quarto e Luan pulou pela janela.
-Você quase matou seu pai do coração.
-Não vai ver sua família?
-Não tenho cara.
-Você não pode fugir pra sempre Luan.
-Que sempre? Na melhor das hipóteses eu vou ficar aqui vendo eles morrerem.
Me senti desconfortável.
-E então ao invés de aproveitar esse tempo que sobra, você vai fugir? Esquecer que eles existiram?
-Não vai ser fácil. -o mesmo homem de mais cedo apareceu na minha porta.
-Quem é você? -me levantei, tentando me precaver de alguma coisa.- Ou melhor... o que é você?
-Eu sou... Um anjo.

POV LUAN
Nunca tinha parado pra pensar em ver meu anjo da guarda na minha frente. Na verdade, desde que deixei de ser criança, não acreditava mais nisso.
-E o que você veio fazer aqui? -perguntei. Katherin estava novamente encolhida na cama.
-Não é só a vida de vocês que está em jogo. O plano celeste e... o outro, esta tudo uma bagunça.
-Por minha causa? -ela perguntou.
-Por causa da Joana, na verdade. Esse diário não podia nem começar a ser escrito.
-Espera. Anjo, vampiro, maldição, bruxaria... tudo isso é verdade?
-Na verdade, as bruxas não existem a muitos anos.
-Tô muito confuso. -eu disse- Minha descoberta sobre a existência de vampiros foi muito trágica, eu virei um sem nem saber! Agora você vem aqui fala "oi, sou seu anjo da guarda." Desde quando vampiros têm anjo da guarda?!
-Você não é vampiro, você é meio vampiro, só vira um vampiro se morrer.
-Olha, eu queria muito quebrar sua cara, não sei porquê.
-Isso seria uma enorme falta de educação porque eu caí pra ajudar vocês.
-Anjos caídos não se tornam demônios? -Katherin perguntou.
-Não é bem assim que acontece. Se vocês ficarem calmos, eu vou poder explicar tudo.
-Não tem como eu ficar calmo!
-Olha, tudo bem. Daqui a pouco você relaxa. Eu sei o quanto você é teimoso. Vou dar uma volta.
Ele se levantou e saiu.
-Luan, não precisava ser rude com ele.
-Esse... cara, me observa desde antes de eu nascer, eu tô me sentindo meio invadido.
-É meio que o trabalho dele. Quantas vezes você se machucou bem menos do que deveria? Num acidente, ou sei lá. Ele te protegeu.
-E o seu deve estar bem aqui, agora, olhando o que a gente está fazendo. -ela riu.
-Deve estar. Por mais que às vezes a gente não sinta, sempre tem alguém nos protegendo.
Se tinha mesmo, por que estávamos passando por tudo aquilo? Porquê ele tinha deixado eu ficar "meio-vampiro"?
Não quis tocar naquele assunto com a Katherin. Já bastava o que ela passava.

domingo, 21 de setembro de 2014

Trinta e Tres

POV LUAN
Ela não tinha falado comigo desde quando eu deixei escapar uma pequena piada sobre nosso novo sobrenome ser Salvatore. Ela disse que não foi ela quem escolheu, mas caiu como uma luva.
Estávamos já no avião, chegando no Brasil. Katherin dormia ao meu lado. Como um anjo. Não duvidaria se ela de repente descobrisse que era. Um anjo muito travesso,  mas um anjo.
Toquei seu rosto. Num gesto de carinho que a muito tempo queria fazer. Seu rosto era tão macio quanto era lindo. Mesmo com aquela maquiagem, eu conseguia reconhecer seus traços lindos e só dela.
E sua boca... ah, eu me perderia nela por horas, se pudesse. Sem perceber, fui me aproximando, quase fazendo o que queria a tanto tempo. Katherin se mexeu, e eu desviei meu beijo para sua testa. Me demorei alguns segundos, e quando me afastei, ela me olhava. Olhei em seus olhos por algum tempo e percebi as lágrimas se juntando debaixo deles. Quando ela deixou uma escapar, eu enxuguei e a abracei. Abracei como eu deveria ter feito desde o começo. Ela se deitou em meu colo e continuou a chorar, até adormecer.

POV KATHERIN
Estava de volta ao Brasil. Assim que coloquei os pés em terra firme, eu me sentia estranha. Não me sentiria normal estando aqui parada. Sem o Lucas novamente.
Eu não me sentia em casa. Nada daquilo me parecia familiar.
-Acho que... é melhor você ir sozinha.
Estávamos parados em frente à chácara. Minhas coisas estavam em minhas mãos. Eu sentia saudades do meu pai, mas não queria entrar. Não queria sair de perto do Luan.
-Luan... Você vai sumir também?
-O que?
-Você não vai sumir, não é? Não vai me mandar embora também... Ou vai?
-Nunca! Eu sempre estive aqui. E sempre vou estar. Agora que a gente tem porquê ficar juntos, eu nunca vou sair de perto de você.
-Não quero te perder.
-Você não vai me perder. Não vou sair do seu lado a não ser que você peça. Ou talvez eu não saia nem com você pedindo.
Deixei minhas coisas caírem no chão e o abracei forte.
Droga! O que estava acontecendo comigo?
-KATHERIN! -ouvi meu pai gritar. Ele desceu do cavalo e correu em minha direção. Ao contrário do que eu esperava, ele parecia feliz em me ver. Me abraçou forte.
-É, ele estava certo. Você chegou bem.
-Ele quem?
-O seu amigo, o Sorocaba.
-Pai... Eu não tenho nenhum...
Meu cavalo chegou, com uma outra pessoa montada nele. O que era estranho, porque ele não deixava mais ninguém montá-lo. Ele desceu e andou até a mim. Percebi que ele era muito alto, e se parecia muito com qualquer outra pessoa da cidade. Mas ele não era.
-Oi Katherin. Que bom que vocês chegaram bem. -ele tocou em meu ombro e imediatamente senti minhas costas queimarem, em forma de "V". Era uma dor insuportável. Vi vários olhares de julgamento em minha direção. O que estava acontecendo?
De repente me vi cair. Sem parar. O desespero tomou conta de mim. Será que eu nunca chegaria ao chão? A agonia era enorme. Então senti um baque. E desfaleci.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Trinta e Dois

-Não vou sem você.
-Katherin,  para de ser teimosa.
-Lucas, eu vim pro outro lado do planeta por sua causa, atrás de você!
-Eu sei, e te amo muito por isso. Você largou tudo lá, mesmo insegura.
-Com que cara eu vou voltar? Ninguém lembra de você. Eu volto com alguém que sempre foi meu rival, e sem resultado algum? Sem você, e sem nada sobre a mamãe. Tá pior do que eu pensei.
-Olha, você nem leu as partes do diário que eu te dei ontem. Lê durante a viagem. Quem sabe você não acha alguma coisa!?
Me sentei na cama, fazendo birra.
-Kate! Pensa no Peter pelo menos. Você sabe, ele é diferente. Eu preciso levar ele pra um lugar, pra ver se... não sei, se eu descubro o que ele é.
Luan abriu a porta desesperado sem bater.
-A polícia tá atrás da gente.

POV LUAN
Acordei com o Peter sentado do meu lado. Ele estava assistindo tv.
-Bom dia. -eu falei.
Ele me olhou e depois continuou a assistir.
-Ah é, você não fala português. Hum... Que tal buenos días!?
Ele riu.
-Ah, eu sabia que você ia entender.
Levantei e fui fazer minhas higienes naquele banheiro minúsculo. Quando eu penso que não, Peter abre a porta do banheiro e me puxa pela mão.
-O que foi moleque?
Ele me mostrou a tv. Na tela, eu, o Lucas e a Katherin, com o repórter falando alguma coisa.
Tinha escrito algo sobre "Polícia atrás de ladrões" na tela.
"Eles acham que vocês roubaram o hotel."
Era só o que faltava pra fechar o quadro. Agora até a polícia queria nosso pescoço. Vesti a primeira coisa que vi e fui até o quarto da Katherin. Abri a porta bruscamente. -A polícia tá atrás da gente.
-Droga! -Lucas disse- Tá vendo só? Agora vocês vão ter que ir de qualquer jeito.
-Como a gente vai conseguir voltar pro Brasil com nossas caras nos noticiários?  -perguntei.
-Isso é verdade. -respondeu Lucas.
-Eu tenho um jeito. Mas antes, a gente ter que dar um jeito de chegar em Nova York. -Kate disse, sem exitar.
-Nova York? Eu sei como. -Lucas disse e ligou pra alguém.
***
A Katherin saiu do banheiro ruiva e com sardas. Parecia à vontade. Eu ainda tentava me acostumar com aquela barba. E o visual loiro não combinava nada comigo.
Katherin entregou um envelope a um rapaz mal encarado e ele lhe entregou outro. Pelo menos ele era bom em maquiagem, mas o que importava mesmo eram os documentos.
-Vamos. -Katherin falou. Me olhei no espelho pela última vez e saí atrás dela.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Trinta e Um

ATENÇÃO, ESSE CAPÍTULO PODE CONTER CENAS INADEQUADAS PARA MENORES DE DEZOITO ANOS. CASO SE SINTA DESCONFORTÁVEL, DESCONSIDERE-O.

Lucas e eu estávamos abraçados, conversando aleatoriamente, as vezes eu dava alguma risada, meus machucados doíam um pouco.
Luan entrou no quarto pra ver como eu estava. Ficamos conversando por um tempo, a expressão no rosto do Lucas me incomodava.
-Luan, eu vou dormir, obrigada por se preocupar
-Tudo bem, eu também tenho que ir.
Ele ficou parado na porta olhando pro Lucas
-Eu vou ficar aqui até a Kate dormir, depois eu vou
Luan saiu e bateu a porta, olhei pro Lucas e não contive a risada.
-Isso tudo é ciúmes?
Lhe dei um selinho e ele sorriu, iniciamos um longo beijo. Me deitei o puxando pra mim. Continuamos nos beijando por um longo tempo, em questão de minutos já estávamos completamente nus.
Lucas segurou firme em minhas coxas, dei passagem para o seu membro.
Alguns dos meus ferimentos ainda doíam mas eram amenizados pelo prazer de ter meu homem ali comigo.
Ele penetrou devagar apertando minhas coxas.
Eu já estava no auge do prazer. Ele começou os movimentos de vai e vem alterando a velocidade.
-Mais rápido - gemi baixinho -
Foi só eu falar pra ele começar a dar estocadas cada vez mais profundas.
Eu não me aguentava de tanto prazer. Não se ouvia nada por ali, só o som de um casal se entregando ao outro.
Ele alterava os movimentos de uma maneira que me deixava louca. Eu não conseguia mais me controlar.
Arranhava suas costas e puxava seu cabelo sem saber se estava machucando ou não. A cada arranhão que eu dava ele ia mais forte.
Suas mãos percorriam por todo meu corpo, como se quisesse dizer que me deseja mais.
Não consegui mais me segurar, cheguei ao melhor orgasmo que podia ter. Pouco tempo depois senti uma coisa quente invadindo meu corpo, eu tinha conseguido satisfazer meu homem mais uma vez.
Tomamos um banho que ficava quente com nosso fogo, nos amamos novamente e fomos nos deitar.

PRIMEIRAMENTE, OBRIGADA A MICAELA POR FAZER ESSE CAPÍTULO, PORQUE EU NÃO SIRVO PRA ESCREVER ESSAS COISAS. KKKKK GOSTARAM AMORES? SE COMENTAREM, VAI TER MAIS ASSIM. :) KKK BEIJINHOS DA DAN. :*

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Trinta

POV KATHERIN
-Kate, acorda... -ouvi a voz do Luan me chamando- Anda, vamos descansar um pouco. Ainda está muito longe, e precisa se trocar.
-Hum... onde estamos?
-Lucas disse que estamos perto dos Estados Unidos. Teremos que dar um jeito de passar pela fronteira.
Olhei pela janela. Estávamos na garagem de algum hotelzinho barato, que parecia mais uma casa.
-Onde ele está? E o Peter?
-Lá dentro. Vamos.
-Tudo bem.
Entrei, mas não me senti à vontade no lugar. As escadas rangiam, o que me fazia lembrar daquele horrível episódio com o Luan. Quando entrei no quarto, fui direto para o banheiro me olhar no espelho. Meu vestido estava rasgado e meu olho um pouco roxo. Meu braço estava arranhado e meu cabelo bagunçado.
-Preciso tomar um banho.-disse para o Luan.
-Ah, me desculpe, tudo bem. Vou procurar algo pra cuidar dos seus ferimentos.
Ele saiu do quarto e eu fui pra debaixo do chuveiro. A água estava fria. Só de pensar que algumas semanas antes eu tinha todo aquele conforto... Tudo era tão simples, a única coisa que eu tinha de me preocupar era com a escola, mesmo que às vezes o Lucas me desse um pouco de dor de cabeça, mas sempre tudo se resolvia. Agora parecia que eu estava em um beco sem saída.
POV LUAN
Naquele lugar não tinha tanto conforto nem os serviços do último hotel em que ficamos, então eu tive que sair pra ir numa farmácia. Não sabia se o dia estava quente ou frio, então fiquei com a roupa que já estava e saí. Como não sabia falar Inglês, muito menos Francês, tive que deduzir o que tinha nas caixas de remédio.
Depois fui em um mercado e comprei algumas coisas pra Katherin comer. De certa forma, eu não sentia fome, não sei porquê.
Comprei as coisas e voltei para o hotel.
Bati na porta e entrei. Katherin e Lucas estavam abraçados na cama.
-Eu... eu trouxe algumas coisas pra Kate. Remédios e tudo mais.
-Obrigada. -ela respondeu. Coloquei as coisas numa poltrona e saí.
Eu queria cuidar dos ferimentos dela. Queria lhe fazer carinho, queria vê-la chiar para não comer. Mas com o Lucas do seu lado, eu não podia fazer nada.

domingo, 7 de setembro de 2014

Vinte e Nove

-Eles iam matar o Luan!
-E desde quando você se importa mais com ele do que com si mesma? Eles poderiam ter te matado!
-Mas não mataram.
-Tá, mas e agora? Você vai viver fugindo, o tempo todo?
-Não. Quero aproveitar todo o tempo que eu tiver com você.
Ele olhou pra mim e depois para o Luan.
-Não só comigo, não é?
Tive vontade de gritar com ele. Não era tão fácil perdoar alguém após uma desilusão. Depois de saber que a maioria de suas lembranças eram falsas.
Naquele quarto, as únicas lembranças que eu tinha certeza que eram de verdade eram as com o Luan. Por mais idiotas que fossem.
Ele colocou a seringa em si mesmo e tirou seu sangue. Ou o que parecia ser isso.
Logo depois, aplicou na veia de Luan. Eu não tinha a mínima ideia do que estava acontecendo.
-Isso vai ajudar ele?
-Amanhã de manhã ele já vai estar de pé.
-Como no dia em que você se machucou na escola?
-Na verdade eu me recuperei na mesma hora mas aquilo seria estranho. Então eu...
-Shh... -O interrompi- A partir de agora criaremos nossa própria história.  -ele me abraçou.
-Cuida dele. Preciso achar essas páginas.
-Mas... E se o Leandro vier?
-Eu tenho minha arma secreta. -ele movimentou a cabeça em direção à cortina e eu reconheci aqueles cabelos loirinhos e ralos. Era o garoto que estava no salão.
**
-Quer?  -perguntei, estendendo-lhe um pacote de batatas fritas. Ele fez que não- Então... você é caladão assim mesmo é?
-Eu só falo quando é necessário.
-Hum... Eu acho que agora é necessário. Qual o seu nome?
-Eles me chamam de Peter.
-Você não gosta?
-Gosto.  -ele me olhou assustado e voltou para atrás da cortina.
-O que foi?
"Ele está acordando"
Me virei e vi o Luan se mexendo. Corri para abraçá-lo de leve.
-Ei! -eu disse- Não faz muito esforço. 
-O colar. -ele gemeu.
-Tá tudo bem. -ele se sentou na cama.
-Não, não tá. Nossa, nem parece que eu levei aquela surra.
-Não tá sentido mais nada?
-Eu tô, mas não é aquilo tudo. -ele olhou pra cortina.
-Peter, pode aparecer. Ele é do bem.
"Como você tem certeza?"
Ele demorou mais um pouco e saiu.
-Quem é você? -Luan perguntou.
-Ele não fala português... mas pensamentos não tem idioma.
Luan ficou calado por alguns segundos. Peter riu.
-Não é tão legal quando você não consegue ler pensamentos também. -observei
-Tem alguém vindo. -Peter disse.
-Volte pra lá. -apontei pra cortina.
Quando abriram a porta, vi que era o Lucas.
-A gente tem que sair daqui. -ele disse quando entrou.
-Lucas! Ainda bem que você tá bem.
 -Toma.-ele me entregou as páginas num saco. -Agora vamos, eles sabem que estamos aqui.

MIL VISUALIZAÇÕES! *-* ISSO SIGNIFICA QUE MESMO QUE VOCÊS ME DEIEM NO VÁCUO NOS COMENTÁRIOS, CONTINUAM VENDO A HISTÓRIA. <3 MUITO OBRIGADA.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Vinte e Oito

Cheguei com Luan no hotel e o gerente brasileiro estava na recepção. 
-O que aconteceu? 
-Uma briga... na festa onde estávamos.
-Eu te ajudo a levar ele lá em cima.
Luan ficou sem me olhar o tempo todo. Chegamos no quarto e colocamos ele na cama.
-Seu olho está roxo. -o homem disse.
Toquei meu olho e percebi que ele doía um pouco.
-Talvez alguma coisa tenha me atingido. Mas vou cuidar do Luan primeiro. 
Fui até o banheiro e peguei uma toalha. Molhei bastante e voltei pro quarto. Pressionei bem de leve sobre o corte da boca do Luan, que reclamou um pouco. 
-Ele está semiconsciente, não é melhor chamar a emergência? 
-NÃO!  -pedi. Estávamos ilegalmente ali, e o Leandro já estava atrás de nós, não precisávamos da Polícia também- Você tem alguns remédios aqui? Seria bom se você ajudasse nisso.
-Tudo bem, vou ver o que consigo arrumar. 
Passei a toalha também na sobrancelha do Luan, que estava sangrando. Ele gemeu novamente e fechou os olhos.
-Luan? Luan, abre os olhos. Eu tô aqui, ok? Eu tô aqui.
Uma lágrima escapou dos meus olhos. 
-Vai dar tudo certo, eles vão nos deixar em paz.
Lucas entrou pela janela.
-Pelo amor de Deus, onde você estava??? -disse e corri pra abraça-lo.
-Te procurando. O que deu em você? 
-Não precisa esfregar na minha cara que  a culpada sou eu. Luan já está sofrendo bastante por minha causa, e ele nem sequer falava comigo direito a alguns dias atrás. 
-Eu trouxe os remédios. -o cara falou. Eu nem sequer tinha notado que ele estava ali.
-Muito obrigada! -eu disse e corri para pegá-los.
-Nada disso vai deixar ele melhor. -Lucas foi até a mala e pegou uma enorme seringa- Você pode nos dar licença? 
-Ah, claro. -o rapaz disse e saiu.
-Agora me diz o que... Katherin, cadê o seu colar?

A CASA CAIU! KKKKKKKKKKKKKK OI AMORS, TUDO BEM COM VOCÊS? ENTÃO, EU VOLTEI COM O INSTAGRAM DA SAGA, PORÉM EU NÃO TÔ CONSEGUINDO ABRIR. :( VOU VER O QUE CONSIGO FAZER, E LOGO LOGO EU COMEÇO A POSTAR OS CHATS PRA VOCES! ;) BEIJINHOS DA DAN. :*