POV KATHERIN
-Ei! Ei, Kat! Kat, levanta. -ouvi a voz do Luan chamando. Me levantei rapidamente, já estava acostumada a sempre estar pronta pra correr.
-O que aconteceu?
-Começou. -o Sorocaba disse. Nem tinha percebido que ele estava ali. Ele pegou o controle e ligou a tv, que mostrava a estátua da liberdade totalmente em chamas.
-O quê? Isso é impossível! Não tem como pegar fogo.
-É porque não é fogo normal. É fogo celeste.
***
Saímos de casa antes mesmo de amanhecer e estávamos a caminho do aeroporto. Iríamos para o Chile, direto para onde o Lucas me disse que estaria. Ele tinha ligado pra mim assim que desligamos a tv. A outra parte do diário estava lá, e depois dela, só faltariam mais duas. Como ele tinha descoberto isso eu não fazia ideia, porque na parte que achamos, não tinha nada além dos primeiros dias do filho dela. Nada ainda sobre Smith nenhum. Luan dirigia e eu estava no banco de trás. Sorocaba insistiu em ir conosco, mas eu também achava que ele precisava ir. Eu não tinha cara de ficar sozinha com o Luan depois do beijo. E ele poderia nos ajudar com... alguma coisa. Talvez ele fosse forte, ou tivesse algum tipo de habilidade. Tínhamos deixado as outras páginas num cofre do banco. Não que um cofre fosse conseguir segurar ninguém dos que estavam atrás de nós, mas era melho que deixá-los ao léu.
Acabei cochilando, e Luan me acordou quando chegamos. Entramos no aeroporto e por algum motivo, olharam pra nós. Talvez fosse por estarmos todos de preto (quem vai saber o que se passa na cabeça das pessoas). Nem foi combinado, eu só tinha visto o Sorocaba vestido desse jeito desde que cheguei, acho que Luan não havia prestado muito atenção nisso, e eu peguei a primeira roupa que vi.
Compramos na hora, as passagens que restaram em um vôo que sairia dali a duas horas, e fomos no sentar. Luan estava do meu lado, Sorocaba de outro. Luan ainda se sentia desconfortável com a presença dele, mas eu não. Ele era importante.
Me perdia em meus pensamentos, e então Luan segurou a minha mão. Olhei para aquele gesto um pouco sem jeito, mas deixei acontecer. Ele estava encostado na cadeira com os olhos fechados e a expressão preocupada.
Dei um beijo em sua bochecha e me levantei.
-Preciso ir ao banheiro. -disse.
-Eu vou com você. -Sorocaba disse- Fico na porta.
Agora eu tinha escolta.
Entrei e fiz o que tinha de fazer. O banheiro estava vazio, o que me fez ficar mais desconfortável. Lavei minhas mãos. Senti alguém me observando. O que era besteira porque estava tudo vazio.
Sequei as mãos e ouvi algo cair dentro de um dos banheiros. Corri para sair dali e me encolhi nos braços do Sorocaba.
-O que foi?
Eu olhei lá dentro de novo, e não tinha ninguém. Respirei fundo.
-Nada. Acho que eu tô ficando maluca. Preciso comer.
Chamei o Luan e fomos no Mc Donalds de lá.
Somente eu comi. Pedi hambúrguer com fritas e milk shake.
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Trinta e Oito
domingo, 26 de outubro de 2014
Trinta e Sete
POV LUAN
Anoiteceu e eu voltei pra ver a Katherin. O pai dela e o cara que dizia ser um anjo estavam conversando na frente da casa.
-Boa noite. -eu disse- eu vim ver a Katherin.
-Pode subir, ela tá no quarto. -o pai dela disse- Eu sei que você já sabe o caminho.
Subi e bati na porta.
-Quem é?
-O Luan.
-Ah, pode entrar.
Abri a porta e coloquei uma mão nos olhos.
-Posso mesmo olhar?
-Pode. -ela riu. Por Deus, eu amava aquele sorriso.- Você é muito bobo.
-De um jeito bom ou ruim? -me sentei do seu lado.
-Bom. Não faz muito tempo eu estava chorando, e agora você me faz rir.
-Eu amo seu sorriso. -ela olhou para o lado sem jeito.
-Como foi com a sua família?
-Só falei com a minha mãe. Isso não me fez ficar melhor. Não sei o que falar pra ela. Eu vou precisar caçar pra me alimentar. Passar dias na mata. Nem eu me acostumei com isso. E você sabe que... que só vai piorar.
-Não fala isso. -ela pegou em meu rosto. A gente vai dar um jeito nisso. A gente começou, a gente pode dar um fim.
-Mas a profecia diz...
-Pode não ser nós dois. Pode ser qualquer um. Talvez nossos filhos, ou os filhos deles, ou talvez...
-NOSSOS filhos?
-É. Você não quer ter filhos com a Renata?
Ah, então o "nossos" era nesse sentido. Também, eu era muito bobo em acreditar em qualquer outra coisa.
Me levantei da cama.
-A gente terminou hoje.
-Ah. Sinto muito.
-Eu não. Ela é simplesmente estúpida. Eu fiquei sem dar notícias e ela só se preocupou com o status dela, por você ter sumido também. Eu não sei como eu me prendia nela.
-Porque também era idiota. Todos éramos. A gente só queria competir, saber quem era o melhor. Nem nos demos conta no que estava ao nosso redor. Em quem estava ao nosso redor. Acho que nem mesmo o Lucas, que ficava tão perto, percebeu que as intenções do Leandro mudaram.
-O Lucas não é inocente.
-Mas ele não sabia quem eu era! Ele só queria dinheiro, ele queria viver uma vida normal. Ele não é tão culpado.
-Claro que você acha que não, ele é o amor da sua vida, o único pra quem você olha! -eu já estava gritando com ela.
-Também não é assim! Colocar a culpa nos outros é muito fácil, não é? Mas pensa, se você não fosse tão curioso, nada disso teria acontecido.
-Ah. Acho que você está colocando a culpa em alguém.
Ela enfiou a cara no travesseiro e começou a chorar.
-Ei, para. -pedi.- Para Kate.
-E se eu morresse? Será que isso acabaria? Tem até anjos no meio disso, é muita coisa!
-Não fala mais isso! Ninguém mais vai morrer, não precisa ninguém morrer, muito menos você!
-Mas Luan, pensa que se... -não deixei ela terminar a frase e a beijei. Ela pareceu meio assustada, mas depois amoleceu e me beijou também. O beijo dela era melhor do que eu pensava. Seus lábios eram tão macios, delicados, e eram totalmente pra mim.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Trinta e Seis
Oi amores! Antes de qualquer coisa, eu quero pedir desculpas por ter sumido. Eu sei o quanto e desgastante comecar a ler uma historia e a autora demorar seculos pra postar, deixei muita fanfic de lado por isso. Mas eu sumi um pouco porque minha rotina virpu de cabeca pra baixo, e eu estava me acostumando com ela. Mas enfim, voltei a postar, espero que ainda gostem.
POV MICAELLA
Eles tinham voltado pra cidade, eu tinha certeza. O Leandro não queria, mas dane-se, eu ia acabar com a Katherin de uma vez por todas. Eu ia pela floresta, sempre olhando pra trás pra ver se não estava sendo seguida. Até alguém puxar meu braço.
-Onde você vai? -eu não conhecia aquela pessoa mas sua voz tinha um grande impacto sobre mim.
-Quem é você? -tentei fazer com que ele me soltasse mas ele parecia prever meus movimentos.- Dá pra me soltar?
-Você não quer fazer isso. -ele me olhou nos olhos. Por um momento ele me amoleceu, e percebeu isso. Me jogou numa árvore e logo estava me prendendo nela.
-Eu sei que você entrou nessa sem querer, mas ainda tem tempo de sair. Esquece isso, foge pra bem longe. Isso vai muito além do que você pode ver. Vai embora logo.
Comecei a bater nele e tentar sair dali. Eu era forte, e o Leandro sempre lutava comigo, me ensinava algumas coisas. Mas ele nem se mexia.
Espera, o que eu estava fazendo? Ele era homem, eu não precisava lutar. Tinha um truque. Um truque muito poderoso.
-Tá, você me convenceu. Se não pode vencer...
-Nem tente. -ele riu- sou imune ao seu charme.
-Você é gay?
-Não. Só não sou humano. Nem nunca fui.
Congelei. O que ele era? O que queria comigo?
-Agora volta pra lá e diz pro Leandro que ele conseguiu o que queria. Os celestes já se envolveram.
POV KATHERIN
Eu tentei montar meu cavalo, mas não consegui. Desde que eu cheguei, ele estava arisco demais.
Com certeza tinha alguma coisa a ver com o Sorocaba.
-O que ele fez com você?
Fiz carinho nele e depois voltei para o meu quarto. Não parava de pensar em como o Lucas estaria, e o Peter também.