quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Quarenta e Dois

Meus amors, antes de tudo eu queria pedir desculpas por não estar postando regularmente. Estou trabalhando e estudando, mas não paro de escrever porque me apaixonei pela história. Eu espero que também estejam apaixonadas e não me abandonem tá?!

Descemos do carro em frente a um casa abandonada.
-Bem, chegamos. -Lucas disse.
-Certeza de que é o endereço certo? Está muito quieto. -disse.
-É verdade. Então vamos, antes comece a ter algum movimento por aqui.
Lucas desceu do carro acompanhado do Luan. Olhei pro Sorocaba.
-O que você queria falar comigo?
-Na verdade é uma pergunta.
-Se eu puder responder...
-O quê que acontece quanto àquelas páginas que caíram no rio? Quer dizer, elas estavam em maior número do que as que a gente tem.
-Não sei. A gente tem que dar um jeito. Vamos, vamos logo pegar essas que faltam e depois a gente resolve isso.
-Tá bem.
Desci do carro e fui até o Lucas.
-Tudo bem, primeiro a gente tem que ver se não tem ninguém morando aí.
-Aqui, no meio do nada?
-Nunca se sabe.
Luan deu um passo à frente e bateu na porta. Esperou alguns segundos e bateu de novo. Ninguém respondeu. Ele olhou para Lucas que fez sinal para ele seguir em frente. Luan abriu a porta e nós quatro entramos. A casa era maior por dentro do que parecia por fora.
-Tá certo. Luan, você procura na cozinha. Kate, você vai para os quartos e eu olho aqui na sala. Você fica lá fora. Qualquer coisa,  corre pra dentro.
Sorocaba saiu e eu procurei onde poderiam ficar os quartos.
-Hey! -Luan me chamou- Qualquer coisa, vai pra debaixo da cama.
-Tá,  tudo bem.
-É sério. Qualquer barulho estranho.
-Tá bom Luan.
Entrei no quarto. Um cheiro insuportável de bolor me fez ter vontade de sair correndo, mas eu fiquei ali. Abri com cuidado um guarda-roupa velho, com medo do que pudesse cair em cima de mim.
Uma série de vestidos embolorados estava arrumado lá. Olhei atrás deles e achei uma caixa de madeira antiga, trancada à chave.
-Gente! Achei alguma coisa! Ouvi o barulho de vidro se quebrando e saí do quarto.
-Entra! Luan me empurrou de volta.
-O que foi isso?
-Vai pra debaixo, anda. Só sai quando eu vier te buscar. Só eu, ok?
-Ok.
-Vai logo!
Fui pra debaixo da cama com a caixa. Fiquei deitada em direção à porta. Luzes estranhas começaram a aparecer. Ouvi alguns gritos do Lucas. Não sabia se era por causa da briga ou se ele estava ferido. Alguma coisa bateu na porta com força e de repente tudo ficou em silêncio. Um silêncio mais assustador do que todo aquele barulho de antes. Eu só conseguia ouvir meus próprios batimentos cardíacos. Até que uma voz me fez esquecercde tudo e correr até lá fora.
-NOOOO!
-Peter! -eu corri até o lado de fora e vi somente quatro luzes, tão fortes que poderiam me fazer perder a visão. Olhei pra trás até que Lucas me derrubou no chão.
-Calma, não abre oa olhos agora, você precisa da sua visão.
Esperei até que ele me soltasse e abri os olhos devagar. Me levantei do chão, levando a caixa ainda comigo. Fui em direção ao lugar de onde vieram as luzes e me abaixei oara pegar algo que me chamou atenção: uma pena dourada.
-Kate... -Sorocaba disse, pegando no meu ombro- eu sinto muito.
-O que aconteceu aqui?
-Levaram o Peter.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Quarenta e Um

Acordei ouvindo a melodia de uma música conhecida. Me levantei e ouvi que vinha do quarto ao lado. Uma voz começou a cantar uma das músicas mais lindas do mundo (Hallelujah). Mas não era a voz do Luan.
Abri a porta do quarto sem bater e devagar. Sorocaba estava sentado em uma das camas com o violão no colo e o Peter do lado. Me sentei no chão, de frente pra ele.
Sua voz era tão linda... me trazia a paz, de certa forma. Peter olhou pra mim e sorriu. Eu sorri de volta, porém eu já tinha lágrimas nos olhos. Toda essa experiência já tinha me feito chorar mais do que tinha chorado quando era criança.
Sorocaba parou de cantar e ficou me olhando.
-Você... sente saudade?  -perguntei.
-Claro. Mas acho que não fui criado pra ficar lá em cima por toda a minha existência.
-Eu tenho que te contar uma coisa.
Bateram na porta.
-Entra.
Lucas entrou.
-Kate, você tem que comer. A viagem é longa.
-Tá certo. Então eu vou trocar de roupa. -me levantei e fui pro quarto.
POV LUAN
Quando voltei para o quarto, a Kate estava saindo. Como minha camisa sujou de sangue, eu tirei e coloquei no ombro. Ela pareceu sem jeito de me ver.
-Bom dia.
-Bom dia Kate. -eu disse e sorri- Durmiu bem?
-O de sempre. -ela dormia pouco, e tinha pesadelos. Parecia não ligar, mas isso me preocupava. -Eu vou trocar de roupa.
-Ah, tudo bem. Me desculpe. Já vamos?
-Sim, eu só vou tomar café.
-Tá certo.
Ela entrou no quarto. Ali sim eu percebi que o Lucas estava na porta.
Ele me olhou me cumprimentando e eu retribuí. Entrei e Sorocaba estava tentando ensinar o Peter a tocar violão. Como ele tinha aprendido?
Peter sorriu pra mim. Sorri de volta, dei um beijo na cabeça dele e fui tomar banho. Lavei meu cabelo. Tinha tempo que eu não lavava, estava meio desleixado com isso. Saí e me olhei no espelho. Eu tinha envelhecido quantos anos nesse pouco tempo?
Eu estava mais forte, e até um pouco de barba estava nascendo em meu rosto. Talvez esse fosse o lado bom, ficar "bonitão".

POV KATHERIN
Estávamos no carro no que me parecia ser algumas horas. As casas apareciam uma a cada quilômetro (ou talvez isso fosse um pouco de exagero meu). Luan e Lucas estavam na frente e o Sorocaba ia comigo no fundo. Lucas ainda não confiava nele, mas eu tinha convencido ele a levar o Sorocaba com q gente. Peter tinha ficado no hotel, numa área para crianças, mesmo que fosse difícil eu acreditar que ele fosse se socializar com alguma.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Quarenta

Quando saí do portão de desembarque, Lucas e Peter estavam nos esperando.
Lucas abriu um sorriso enorme quando me viu. Como eu poderia me esquecer daquele sorriso?
Peter saiu correndo. Achei que ele viesse até a mim, mas foi até o Luan e lhe deu um abraço apertado. Lucas me beijou e colou sua testa na minha.
-Estava com saudades. -ele disse. Me senti desconfortável com aquela situação, com Luan do nosso lado. Lucas se colocou na minha frente de supetão. 
-Quem é ele? -ele perguntou ao Luan, apontando o Sorocaba, que riu.
-Ele tá com a gente, é de confiança.
-Como você tem certeza?
-Longa história.
Pegamos um táxi e fomos para um hotel bem simples, perto do aeroporto.
-Assim é melhor. Em um cinco estrelas teríamos mais chances de sermos pegos.
-A Polícia é o menor de nossos problemas. -eu disse e me sentei na cama. Lucas se sentou do meu lado.
-Tenho uma coisa pra te contar.
-Precisa ser agora? Eu tô cansada e com fome. Preciso tomar um banho.
-Tá, tudo bem. Pode ir.
Entrei no banheiro e deixei a porta entreaberta. O chuveiro não era quente, mas tinha de servir.
Mergulhei e tentei relaxar, mas não conseguia. Será que eu deveria contar ao Lucas do beijo? Será que ele já sabia? Quantos segredos ele guardava de mim?
Eu havia perdido o Lucas. Em vários sentidos. Eu ainda o amava, eu ainda estava encarando aquilo tudo por ele. Mas era por mim também. E pelo Luan.
Eu me sentia quebrada em mil pedacinhos. Não tinha mais como aquilo acontecer. Não tinha mais como ficarmos juntos e em paz. Ao menos que ele me contasse todos os seus segredos. Que me fizesse acreditar que era verdade.
Aquele amor desmedido ainda estava ali. Mas estava em uma corda bamba. Era como se alguém tivesse tirado uma peça de um quebra-cabeças perfeito.
Nós tínhamos um relacionamento quase perfeito. Bem, em comparação ao que tínhamos, aquele relacionamento era sim perfeito.
Me enrolei na toalha e saí. Enquanto penteava meu cabelo, Lucas entrou e me deu um beijo no pescoço.
-Vai tirar os cachos assim.
Ele me virou, fazendo com que minha toalha caísse. E me beijou, se entregando totalmente a mim naquele beijo. Ele parecia dizer "você é minha". Mas eu era a cada dia um miligrama a menos.
-Lucas, eu tô cansada. -o empurrei e saí do banheiro. Peguei a primeira roupa da mala e me deitei na cama.
-Eu te amo. E não quero te perder. -ele disse, dando um beijo em minha bochecha. Me deitei em seu colo e me permiti chorar. Abracei suas pernas, como se daquele jeito eu pudesse impedir que ele escapasse de mim.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Trinta e Nove

-Nossa, como você come. -Luan disse e riu.
"Atenção senhores passageiros. Devido a mudanças inesperadas no clima local, todos os vôos com direção a Londres, Inglaterra foram cancelados. Para mais informações, procure o balcão de sua companhia aérea.
-Onde tem uma televisão aqui? -Sorocaba perguntou.
-Acho que onde estávamos antes.
Peguei meu lanche e voltamos. Tinham várias pessoas aglomeradas, mas conseguimos passar. A TV mostrava uma cidade em caos. Tempestades, saques, lugares pegando fogo... O céu estava completamente escuro. Aquela não podia ser a minha cidade! A minha segunda casa estava virada de ponta-cabeça.
A câmera mudou de foco. Corriam uns cinco rapazes atrás de uma moça, que parecia desesperada, e tinha algo na mão. Eu os conhecia de algum lugar.
-Conheço essa moça. -Sorocaba disse.
Ela ficou acuada em uma ponte e eles pareciam pedir o que ela tinha nas mãos, mas ela se negou a dar. Eles chegaram perto dela e a puxaram pelo cabelo. Ela jogou o que tinha nas mãos no rio. A câmera deu um close. Eram páginas. Páginas super parecidas com...
-O diário. -Sorocaba falou. Enquanto aquelas páginas afundavam, eu me arrepiei toda. A câmera voltou para cima. Eles levantaram as costas da camisa da moça e vimos uma enorme cicatriz em forma de V em suas costas.
-Ela é...? -Luan perguntou.
-Beth. Ela é Beth. -Sorocaba respondeu.- Ela é exatamente o que você está pensando.
Eles abaixaram a camisa dela e a jogaram no chão. Um deles segurou sua cabeça com o pé. Todos os que estavam assistindo estavam horrorizados. Luan começou a ficar vermelho de raiva.
-Foram eles que me capturaram na festa. Eles são vampiros.
Um deles percebeu a câmera e a apontou para outro, que encarou e sorriu.
No mesmo instante, um carro atingiu o helicóptero da emissora de tv, e a câmera registrou sua queda.
No aeroporto, mulheres choravam, crianças não entendiam nada, e todos estavam querendo saber como um carro podia atingir um helicóptero.
Bem, eu sabia. Mas contar pra eles só pioraria tudo.