quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Quarenta e Sete

Este capítulo contém cenas inadequadas para menores de dezoito anos. Pare de ler caso considere-o impróprio para você.

POV KATHERIN
Descemos do ônibus e minha primeira vontade foi ir para mais longe. Eu sabia que meu pai não estaria na casa da cidade, mas tinha que guardar minhas coisas. Entrei e fui direto para meu quarto.
-Eu vou dar uma volta. Volto o mais rápido que puder. Não saia sem mim. -Luan disse e me deu um beijo na testa. Desceu as escadas e foi em direção à mata, em menos de dez segundos. Ele já não era uma pessoa normal, e esse era meu maior medo. Tomei um banho bem demorado e vesti um moletom. Desci para a cozinha e preparei um sanduíche enorme. Devorei em pouco tempo. Já tinha uma hora que Luan tinha saído. Quanto tempo fazia que a gente ficava mais de uma hora sem se ver? Exceto, claro quando eu dormia. Mas quando ele saía com o Lucas para... seria caçar? Eu prefiro falar comer, para ficar uma coisa mais normal. Bem, eles voltavam em menos de uma hora.
Resolvi começar a olhar as coisas ali dentro de casa mesmo. Fui até o escritório de meu pai e abri o cofre. Nada além de dinheiro, jóias e documentos de nossas propriedades. Enquanto fuçava, meu sono veio. Então resolvi esperar Luan em meu quarto. Quando ele chegasse, decidiríamos o que fazer.

POV LUAN
Quando voltei, a Kate estava dormindo. Dei um beijo na sua testa, feliz por vê-la novamente. Quando me toquei que estava longe dela por muito tempo, voltei o mais rápido que pude, com milhares de coisas rodando minha cabeça. Passei em frente à minha casa e vi meus pais brigando no quarto. O que seria da minha família? Eu não era mais normal, e tinha quase certeza de que não voltaria a ser. Só a minha mãe sabia que eu estava bem, porque no nosso último encontro eu lhe pedi segredo. O que ela teria contado para meu pai e minha irmã? Será que já tinham espalhado que eu estava na cidade? Quando ouvi pessoas se aproximando eu saí da rua e vim até a Kate. Depois de um tempo pensando, eu tomei um banho de um bom tempo e voltei para o quarto da Kate. Como achava que ela estava dormindo, fiquei de toalha mesmo. Mas para minha surpresa, ela estava acordada sentada na cama.
-Senti falta disso. -ela falou mexendo no celular.
Sentei do lado dela.
-Eu não ligo muito. E agora que não temos mais porque ligar mesmo.
Ela ficou com uma carinha de preocupada, jogou o celular longe e abaixou a cabeça.
-Ei, calma.
-Não gosto quando você fala assim. Às vezes eu... eu queria ser que nem vocês.  Mas ao mesmo tempo... deve ser tão triste! Todos os seus amigos e sua família vão morrendo e você ali, do mesmo jeito.
Eu a abracei.

POV KATHERIN
Luan me abraçou forte, e eu retribuí. Mas do nada, como se num estalo, me veio a louca vontade de beijá-lo novamente. E eu beijei.
Ele pareceu assustado, mas continuou me beijando, um beijo com gosto de pasta de debte. E o beijo era o mesmo de antes: inesquecível. Cada movimento que ele fazia com a língua me pirava. Luan mordeu meus lábios e depois beijou meu pescoço. Em um minuto ele já estava em cima de mim, só a toalha me impedia de o ver como veio ao mundo. Ele continuou me beijando. Colocou a mão por debaixo do meu moletom e apertou minha cintura. Sem desgrudar da minha boca. Meu Deus, que pegada! Ele tirou meu moletom rapidamente, nem deu tempo de falar alguma coisa, e caiu de boca nos meus seios. Ele os beijava, chupava com vontade, me fazendo ficar cada vez mais excitada. Até que ele inventou de me morder. A primeira vez eu não reclamei, mas depois ele foi fazendo mais forte.
-Luan... -ele levantou meus braços em cima da minha cabeça e me ignorou.- Luan, tá doendo. -ele deu uma outra mordida, agora na minha cintura, e apertou forte meus pulsos.- LUAN, PARA, TÁ DOENDO! -eu gritei. Ele parou e me olhou assustado. Olhou pras próprias mãos e me soltou.
-Ai meu Deus... me desculpa Kate, eu não... eu não queria te machucar. -ele disse levantando e indo para o banheiro. Abaixei minhas mãos, vendo a marca vermelha que ficou.
Porquê eu deixei aquilo acontecer? Cara, não podia acontecer! Eu quase... cara, que vergonha! Me cobri da cabeça aos pés e fingi dormir.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Quarenta e Seis

POV KATHERIN
Me agarrei forte ao Luan, mas sabia que tudo iria acabar bem. Depois de tanta coisa, a gente não ia morrer em um desastre de avião. Depois de mais algumas balançadas, o avião voltou a voar normalmente. Abri meus olhos, e depois Luan abriu os dele também. Ele levantou um pouco a janela.
-Acho que já passou.
Ele continuou abraçado a mim, me fazendo sentir mais segura. Ele conseguia fazer isso comigo. Mesmo quando tudo me dava medo, o Luan me fazia respirar segura, sabendo que tinha alguém comigo.

POV LUAN
A Kate dormia do meu lado, finalmente. Eu não via a hora de pousar finalmente, e ir pra casa. Kate ficou um pouco inquieta, seria um pesadelo? A abracei mais forte e beijei sua cabeça. Ela continuou dormindo, mas se acalmou. Era tão bom quando ela realmente estava comigo... Talvez seus momentos de sono fossem os que eu tivesse. De certa forma, ela estava sempre fugindo depois daquele beijo. Como eu poderia cumprir a promessa que fiz para o Lucas se ela não estava comigo? Eu não aceitaria somente aquele beijo. Nunca me dei bem com casos de uma noite só, eu precisava de um amor. Por que eu estava tão emotivo? Eu não poderia ficar daquele jeito, eu precisava fe autocontrole, para conseguir protegê-lá do que viesse. Parte de mim sabia que não funcionaria, mas se ela estivesse realmente comigo... Seria diferente. Ela era o que eu precisava.

POV KATHERIN
Desembarcamos no aeroporto da capital e seguimos de ônibus até Girassol. Estava repleto de conhecidos, que me olhavam torto. Sentei com o Luan e fiquei na janela. O dia estava amanhecendo.
-Não está com fome? -Luan me perguntou.
-Um pouco, mas espero até chegar em casa. E você?
-Muita. -ele me disse sério- Mas consigo me controlar.
Me encolhi no banco, abraçando minhas pernas.
-Estou com medo. Nunca morreu tanta gente na cidade. Nunca esteve tanta gente doente. -ouvi uma moça atrás de mim falar. Olhei para o Luan, que me fez sinal para ficar quieta. Era a minha cidade. Eles estavam matando a minha cidade.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Quarenta e Cinco

Lucas e Sorocaba iriam atrás do Peter. E eu e Luan voltaríamos para Girassol, onde tudo começou.
-Você vai ser forte? -Lucas me perguntou.
-Vou. Por você, eu juro que vou. -ele encostou a testa na minha-  Você vai voltar pra mim, não vai?
-Eu sou seu. Pra sempre.
-Lucas, por favor. Só me promete que vai voltar.
-Eu nem sei direito para onde vamos, nem quem vai estar lá.
-Por favor... -eu disse chorando- eu não vou aguentar...
-Não chora... Eu prometo. Por você.
Ele me beijou. Meu coração estava apertado, de deixá-lo ir mais uma vez.
-Eu te amo.
-Eu te amo Kate. Mais do que tudo nesse mundo.
-Kate... -Luan chamou- a gente precisa ir.
-Tá certo. Eu só...
-Vai Kate. Quanto mais a gente demorar pra se despedir, mas difícil vai ser.
Ele segurou minha mão, a beijou e depois a colocou na do Luan. Eu não entendi nada. Ele fez um gesto de cabeça e Luan repetiu. Eu não gostava nem um pouco de não saber das coisas. 
-Vamos. -Luan segurou minha mão e me guiou até o portão de embarque. Olhei uma última vez para trás e vi o Lucas. Eu me sentia vazia por um lado, tendo que ir embora. Entrei no avião e Luan me deixou ficar na janela. Eu queria ao menos sentir que estava sozinha por um tempo, já que não poderia ficar de verdade. Depois que o avião decolou, me abracei o máximo que pude e chorei, mais uma vez.

POV LUAN
Ela estava a quase uma hora naquela posição, quando acordasse, iria estar com uma tremenda dor nas costas. Mas eu não queria acordá-la. Quem sabe se ela não estava tendo um sonho bom? Seria uma maldade mostrar-lhe a realidade. O avião balançou forte, fazendo ela acordar assustada. Sua maquiagem estava borrada por causa do choro. Não era tão boa quanto a que fizeram na gente para que saíssemos dos EUA, mas foi o que conseguimos fazer. 
-O que foi isso?
-Não sei.
-"Atenção senhores passageiros, estamos passando por uma região de turbulência. Recomendamos que coloquem os seus cintos e por favor, fechem as janelas. Nossos comissários -outra pancada brusca- nossos comissários passarão pelas poltronas, garantindo que todas as recomendações foram feitas corretamente."
Uma comissária passou chorando para o fundo do avião. Kate me cutucou para que eu olhasse pela janela. Uma cidade inteira lá embaixo parecia pegar fogo, e as visões mudavam de fumaça preta para um infinito vermelho. O avião começou a ganhar altitude. 
-Desculpa senhores, pedimos para que fechem as janelas.
Katherin puxou o que tamparia a janela e olhou pra mim, com os olhos cheios de lágrimas. E então veio uma pancada muito mais forte do que todas as outras.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Quarenta e Quatro

 Oi meus amores! Só vim dizer pra vocês pra aproveitaram cada aparição de cada personagem da história, porque a fanfic já está no final! O que vocês esperam que aconteça?

POV LUAN
-Eu quero que você me prometa uma coisa. -Lucas parecia sério.
-O que foi?
-Me prometa que você vai cuidar da Kate. Não importa o que acontecer. Ela vai vir em primeiro lugar, sempre.
-Ela já está em primeiro lugar.
Ele me olhou em silêncio.
-O que aconteceu nesse meio tempo entre vocês?
-Não vai ser eu quem vai contar.
-Eu devia te matar agora mesmo. Mas eu estou satisfeito em saber que sua hora está perto.
-O quê que você tá dizendo?
-Porque você acha que eu estou te pedindo pra deixar ela em primeiro lugar? Olha, não é uma simples briga de família. A mãe dela... -ele parou de falar- Não é por mim que você tem que saber isso.
-Começou, agora termina.
-Não posso.
-Fala logo!
-Abaixa o seu tom!
Agarrei ele pelo pescoço e joguei contra a parede mais próxima.
-Não me irrita Lucas! -ele riu.
-Tá se achando né? Aprendeu a usar a força... Mas sabe de uma coisa, Luan? -Em um segundo ele me jogou no chão e me segurou por lá.- Eu tenho muitos anos a mais de experiência.
Comecei a sufocar, o braço dele pressionava meu pescoço contra o chão. Com a minha perna, chutei ele para o mais longe que consegui, o que fez um barulho enorme quando ele atingiu a parede. Ele voltou mais rápido do que eu consegui me levantar e me empurrou até a outra parede, me segurando novamente pelo pescoço.
-Você não me provoca, sabe que te mato em um segundo.
Ele foi relaxando e me soltando aos poucos. Fui começando a conseguir respirar.
-Se por acaso tudo acabar de um modo diferente... quero te pedir um outro favor. -ele me soltou e eu caí sentado- Eu já fui doente naquela garota. Conheço ela tão bem, que sei que ela deve estar pensando no assunto que a gente conversa. Provavelmente ela já sabe qual é. Mas você tem que me prometer que se isso for diferente, você vai fazer ela feliz. Reparar sempre no modo que ela arruma o cabelo, porque ela gosta disso. Abre um sorriso tão lindo... A minha meta era fazer era feliz, mas por um triz eu não consegui.
-A culpa é metade minha, não é? -ele me olhou sério.
-Só promete pra mim que o que você jurar pra ela você vai cumprir. Que você vai fazê-la feliz. Anda.
-Eu prometo. E mesmo que eu não prometesse, essa seria a minha meta.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Quarenta e Três

O Sorocaba dirigia. Lucas estava sentado no banco do carona e Luan estava ao meu lado. Pelo menos no banco, porque sua mente não estava lá. Ele estava amuído no canto, olhando pela janela. Não tinha dito nem uma palavra. Eu estava no outro canto, agarrada àquela caixa. Fiquei curiosa. Ela não abria! Onde estava a chave, ninguém sabia. Arrombá-la seria perigoso, ninguém sabia nem se o que tinha nela eram páginas. E podia ter algum tipo de armadilha para bisbilhoteiros como nós. Minha mente ainda não tinha esquecido aquele grito. Era uma perversidade tirar uma criança de um lugar seguro para levá-la ao fim do mundo só para nos mostrar que o tinham nas mãos.
-E agora? O que a gente faz? Para onde vamos, contra quem lutaremos primeiro? -Lucas perguntou. Sorocaba continuou dirigindo e não respondeu. Continuamos naquele silêncio insuportável até chegarmos no hotel.
-Luan, vem cá. -Lucas chamou- Precisamos conversar.
Ele foram para um canto e eu e Sorocaba ficamos no quarto.
-Ele não vai deixar a gente ir atrás do Peter não é?
-Não. E nem eu.
-O quê? Porque?
-É uma armadilha Katherin. Para você e Luan. Ninguém quer nada disso agora. Não, a guerra não é importante, não para esses que estão aqui embaixo.
-Você só me deixa mais confusa.
-Vou tentar explicar... Bem, houve um segundo levante no Reino. Um inesperado. Lógico que Ele sabia, mas quem estava no meio, perdido assim como eu...
-Então, trairam Ele de novo?
-Sim. Dessa vez não foi por inveja dEle. Foi por inveja de vocês. Talvez esse seja o motivo da primeira vez também, quem sabe... Mas, quando souberam que Ele tinha me liberado para ajudar vocês, houve desconforto. Uma parte dos anjos decidiu se juntar a Lúcifer, influenciando mais a cabeça dos que já estão aqui a mais tempo. Outra parte veio para tentar impedir que a humanidade se vá. Foi o que a Beth estava fazendo. Ela conseguiu uma boa parte dele e estava indo nos entregar, quando acharam ela. Não é tão simples quanto você pensava. O mundo corre sério risco de ter um fim.

Hey vidocas! Tudo bem com vocês? Obrigada por estarem acompanhando a fic. Beijos!  :*