POV KATHERIN
Tomei um susto quando vi meu pai abrindo a porta. Corri para abraça-lo, mesmo com o corpo mole por causa do resfriado.
-Pai! Onde você estava?
-O quê? Eu estava aqui, eu te disse que viria. -ele me abraçou- Katherin, você está queimando de febre!
Ele pegou o termômetro, me colocou deitada na cama e pôs ele debaixo do meu braço.
-Vou pegar o antitérmico.
Ele pegou o remédio e eu tomei. O termômetro apitou. Eu estava com quase 40 graus de febre.
E se tudo aquilo foi uma alucinação?
O mais estranho era que mesmo com a temperatura alta eu me sentia bem.
-A gente vai ter que ir até a cidade.
-Não pai! Quer dizer... Eu tô me sentindo melhor. Só foi um pouco de chuva.
Ele se sentou em minha cama e colocou minha cabeça em seu colo. Era bom ter meu pai perto. Era bom saber que ao menos ele era real.
Quando acordei, estava chovendo. Meu pai estava me chamando.
-Tem... tem uma pessoa que quer falar com você. Consegue descer?
-Uma pessoa?
-É.
-Tudo bem.
Me enrolei no edredom e desci devagar pra sala. Algum tipo de felicidade se instalou em mim quando eu vi que era o Luan.
-Pai... o senhor pode deixar a gente sozinho?
Ele olhou feio para a cara do Luan antes de responder.
-Tudo bem. Mas eu vou estar perto, no estábulo. Qualquer coisa é só me gritar.
Meu pai saiu e eu me sentei.
-Vamos pra Londres amanhã.
-O quê?
-Seu passaporte está atualizado?
-Está mas... eu não posso sair daqui.
-O colar também te protege.
-Como você sabe dessas coisas?
-Eu te explico no caminho. Agora a gente tem que ir pra capital antes que a Micaella se dê conta de que eu fugi.
-Não. E se você estiver junto com o Leandro? Se quiser me matar também.
Luan pareceu impaciente e subiu as escadas em direção ao meu quarto. Subi atrás dele o mais rápido que consegui. Quando cheguei lá, metade do meu armário estava na mala.
-Não tenho certeza, nas a gente tem que começar pelo endereço que tem no diário. Pegamos o primeiro voo pra la que aparecer. Eu tenho dinheiro o suficiente para alguns dias. Depois a gente se vira.
Ele colocou o que lhe parecia essencial em duas malas, fechou elas e as levou pra baixo. Aquilo era loucura. Eu estava febril, sem condições de fazer uma viagem internacional, mas fui até o armário do banheiro (achei que cofres já estariam manjados) e peguei o diário. Luan desceu com as malas enquanto eu tentava me arrumar um pouco. Depois, ele me ajudou a descer.
-Espera. -pedi e fui até o estábulo. Meu pai tomou um susto ao me ver um pouco mais revigorada do que a alguns minutos antes.
-O que... aonde você vai? -eu o abracei.
-Eu preciso pai. É o único jeito.
-Jeito de que?
-Eu vou voltar. Vou descobrir o que ou quem matou a mamãe. Vou descobrir um jeito de trazer o Lucas de volta.
-Katherin, do que você está falando?
-Eu te amo pai. Tome muito cuidado. E ande sempre armado -o abracei e saí.
Tomei um susto quando vi meu pai abrindo a porta. Corri para abraça-lo, mesmo com o corpo mole por causa do resfriado.
-Pai! Onde você estava?
-O quê? Eu estava aqui, eu te disse que viria. -ele me abraçou- Katherin, você está queimando de febre!
Ele pegou o termômetro, me colocou deitada na cama e pôs ele debaixo do meu braço.
-Vou pegar o antitérmico.
Ele pegou o remédio e eu tomei. O termômetro apitou. Eu estava com quase 40 graus de febre.
E se tudo aquilo foi uma alucinação?
O mais estranho era que mesmo com a temperatura alta eu me sentia bem.
-A gente vai ter que ir até a cidade.
-Não pai! Quer dizer... Eu tô me sentindo melhor. Só foi um pouco de chuva.
Ele se sentou em minha cama e colocou minha cabeça em seu colo. Era bom ter meu pai perto. Era bom saber que ao menos ele era real.
Quando acordei, estava chovendo. Meu pai estava me chamando.
-Tem... tem uma pessoa que quer falar com você. Consegue descer?
-Uma pessoa?
-É.
-Tudo bem.
Me enrolei no edredom e desci devagar pra sala. Algum tipo de felicidade se instalou em mim quando eu vi que era o Luan.
-Pai... o senhor pode deixar a gente sozinho?
Ele olhou feio para a cara do Luan antes de responder.
-Tudo bem. Mas eu vou estar perto, no estábulo. Qualquer coisa é só me gritar.
Meu pai saiu e eu me sentei.
-Vamos pra Londres amanhã.
-O quê?
-Seu passaporte está atualizado?
-Está mas... eu não posso sair daqui.
-O colar também te protege.
-Como você sabe dessas coisas?
-Eu te explico no caminho. Agora a gente tem que ir pra capital antes que a Micaella se dê conta de que eu fugi.
-Não. E se você estiver junto com o Leandro? Se quiser me matar também.
Luan pareceu impaciente e subiu as escadas em direção ao meu quarto. Subi atrás dele o mais rápido que consegui. Quando cheguei lá, metade do meu armário estava na mala.
-Não tenho certeza, nas a gente tem que começar pelo endereço que tem no diário. Pegamos o primeiro voo pra la que aparecer. Eu tenho dinheiro o suficiente para alguns dias. Depois a gente se vira.
Ele colocou o que lhe parecia essencial em duas malas, fechou elas e as levou pra baixo. Aquilo era loucura. Eu estava febril, sem condições de fazer uma viagem internacional, mas fui até o armário do banheiro (achei que cofres já estariam manjados) e peguei o diário. Luan desceu com as malas enquanto eu tentava me arrumar um pouco. Depois, ele me ajudou a descer.
-Espera. -pedi e fui até o estábulo. Meu pai tomou um susto ao me ver um pouco mais revigorada do que a alguns minutos antes.
-O que... aonde você vai? -eu o abracei.
-Eu preciso pai. É o único jeito.
-Jeito de que?
-Eu vou voltar. Vou descobrir o que ou quem matou a mamãe. Vou descobrir um jeito de trazer o Lucas de volta.
-Katherin, do que você está falando?
-Eu te amo pai. Tome muito cuidado. E ande sempre armado -o abracei e saí.
Entrei no carro de Luan, e foi como se de repente minha vida estivesse
em suas mãos. É, de certa forma estava. E o mais estranho era que eu
confiava nele.
Estávamos a algum tempo na estrada. Era estranho que meu pai não tivesse ido atrás de mim. Na verdade me dava medo.
Pela recorrência das coisas,por um Santana e um Smith viajarem juntos, seria perfeitamente normal se a guarda nacional viesse pra me "resgatar".
Estávamos a algum tempo na estrada. Era estranho que meu pai não tivesse ido atrás de mim. Na verdade me dava medo.
Pela recorrência das coisas,por um Santana e um Smith viajarem juntos, seria perfeitamente normal se a guarda nacional viesse pra me "resgatar".
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