quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Oi amores!

Oi amores! Sei que estou devendo capítulos pra vocês, mas eu tenho uma explicação: o show do Lucas é amanhã, e eu sou do tipo de fã zero: quando sabe que vai ver o ídolo é zero fome, zero sono e zero criatividade.
Espero voltar com notícias boas, tá? Sigam meu fc no Twitter @sralucco
Beeeijos.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Cinquenta e Um

Oi amores! Bem, primeiro eu queria agradecer a vocês. Hoje eu entrei aqui e vi que a fic está com 2550 visualizações. Pode não ser nada se comparar com outras fanfics mais famosas, mas mesmo assim eu fiquei super feliz! Kkk E anony, muito obrigado, você não sabe o quanto seu comentário me fez feliz. Bom, vamos ao capítulo né? Rsrsrs Beijos!  Ah, me sigam no Twitter, se quiserem conversar tô lá: @daniellereixtt

POV LUAN
O silêncio da Kate me afligia. Ela nem ligou muito pra todos olhando pra ela. Eu continuei abaixado até entrarmos na garagem.
-Você não vai me falar nada mesmo?
-Preciso dos números. -ela saiu do carro e correu pra dentro, até o cofre, onde tinha guardado a caixa. O pingente-chave estava no seu pescoço, ela tirou e abriu.
-Aqui, eu achei!
-Achou o quê?
-Hoje é dez de dezembro não é? Se temos dez dias, temos até 20/12. 20/12/2012. Deciframos uma parte. Eu, na verdade.
Peguei o papel e olhei o final. 2012012. Batia, mas podia ser só uma coincidência.
-Quem garante que uma coisa tem a ver com outra?
-Cala a boca Luan, é sério. Agora... o que a tecnologia tem pra nos ajudar?
-Kate, calma. O seu pai disse essas coisas? Como ele sabe disso tudo?
-Não me lembra do meu pai, por favor. -ela fez uma cara triste e eu preferi não perguntar.- Foi outra pessoa.
-Quem?
-Uma pessoa Luan. Ele tava lá dentro da casa, ele vai cuidar do Peter.
-Kate, quem tá com o Peter? E o Lucas e o Sorocaba, não estavam lá?
-Luan, esquece isso. Agora eu não quero lembrar nem que VOCÊ ou mesmo eu existimos. Eu entendi a missão.
Não era a Kate que estava falando, de forma alguma. Eu a conhecia. Ela poderia até esquecer de mim, mas do Lucas? Não tão fácil.
-Já sei! -ela ligou o computador do escritório.
-Se você não me falar o que tá acontecendo, eu não vou poder ajudar.
-Calma Luan, calma.
Ela abriu um site de pesquisa e digitou os números. Em poucos segundos apareceu o resultado.
-Eu não faço ideia de como a gente vai chegar lá em dez dias, mas a gente tem que chegar.
-Machu Picchu? Você tá louca?
-Luan, isso não pode ser coincidência. Além do mais é a única pista que nós temos.
-Eu...
-Se você não quiser ir, eu vou sozinha. Não importa. É a única pista que nós temos e vou seguí-la.
-Tudo bem, eu vou com você. Se você me disser como vamos chegar lá, porque eu não faço ideia nem de onde fica isso.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Cinquenta

-Ele está bem. -um homem com um sobretudo apareceu na minha frente.
-Quem é você? O que fez com meu pai?
-Eu o protegi. Infelizmente não consigo quebrar o feitiço que o Leandro lançou, então acho melhor você ir embora.
-O quê? Você não respondeu minhas perguntas! Me responde quem é você, o que fez com meu pai e como o Peter veio parar aqui.
-Eu não posso.
Tirei meu pai do meu colo e me levantei.
-Me responde!
-Seu pai vai acordar daqui a alguns dias. E não vai se lembrar de você. Só o Leandro pode desfazer isso, mas nem eu quero que isso aconteça. Foi bom. Pense no lado dele.
-VOCÊ TÁ ME DIZENDO QUE A MEMÓRIA DE MEU PAI FOI ARRANCADA DELE? TODOS OS MOMENTOS?
-Só os que envolvem você.
-Quem é você?
-Eu sou um amigo.
-QUEM É VOCÊ? -me joguei em cima dele e comecei a bater, mas ele não se preocupava nem em se proteger. Puxei seu sobretudo e caí de joelhos diante do que vi. Um par de asas douradas brilhava tanto quanto a armadura reluzente que ele usava. Não tinha outra palavra para descrevê-lo a não ser "lindo". Não era uma beleza humana, era além do que eu já estava acostumada, do que eu já tinha visto. Era uma beleza pura, que faria qualquer pessoa ficar horas somente admirando. Eu não sabia se aquilo vinha de seu rosto ou se era influência de suas imponentes asas.
-Katherin, levante-se. -ele pegou o sobretudo e o vestiu novamente. Me levantei com relutância, com olhos cheios de lágrimas sem saber direito o motivo.
-Você precisa ir, só tem dez dias para chegar. O caminho é longo e muito cansativo.
-Para onde?
-Se eu disser, vou interferir no rumo das coisas, e isso não é o certo. Vocês tem que descobrir sozinhos, usem as invenções do homem ao seu favor.
Olhei para meu pai ainda dormindo.
-Não se preocupe, ele vai ficar bem. Leandro é bom no que faz. Assim como o irmão. Eles são uma dupla perfeita.
-O que o Lucas pode fazer?
-Criar falsas emoções. E o Leandro, falsas lembranças. Você pode se lembrar de alguém especial, mas a saudade é diferente. A saudade você tem que sentir.
-Ele... ele me forçou a gostar dele? Por favor, me diz que não.
-Não. Quando ele estava pensando em fazer alguma coisa... ora, estamos perdendo tempo. Vão logo, vocês vão achar a resposta mas não vai ser aqui. O garoto tem que ficar, ele tem que ficar seguro. Por isso o raptei. Katherin, acredite, eu estou querendo ajudar vocês!
-O que você faz? É igual ao Luan? Você pode convencer as pessoas que a mentira é verdade?
-Não, não chego nem perto disso. Mas eu não sou importante, vá logo.
Virei pra trás e dei um beijo demorado na testa de meu pai. Logo depois o Peter me abraçou. Onde ele estava esse tempo todo?
-I love you. -ele me disse baixinho.
-I love you too, little bear. We love you. (Eu te amo também,  ursinho. Nós amamos você.)
O beijei e me levantei.
-Eu vou confiar em você. Ultimamente estranhos têm sido mais confiáveis do que os do meu lado. Mas eu quero o Peter de volta.
-Aguarde e confie. -ele me abraçou e em um piscar de olhos, já estávamos do lado de fora. Entrei correndo no carro.
-Vamos.
-Quem é esse cara?
-Ele... Eu não sei. Ele vai cuidar do Peter. Nós temos que rever aqueles números.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Quarenta e Nove

O único carro que tinha na casa era uma caminhonete velha. Como não queríamos ser vistos, teríamos que ir de carro. Luan deu a partida algumas vezes mas ela não pegou.
-Sai daí. Deixa eu tentar.
Ele desceu do carro e eu passei pro banco do morista. Foi só eu virar a chave que ela funcionou perfeitamente.
-O que você fez?
-Ué, dei a partida.
-Você tem carteira?
-Quem liga? -assim que saí da garagem, olhares curiosos se voltaram para o carro.
-Abaixa Luan.
Ele abaixou a cabeça.
-Você não quer ser vista comigo?
-Eu não quero ser vista. Nem com você, nem com ninguém, nem sozinha. Passei pela praça principal e vi alguns dos meus "amigos". Eles me olhavam com estranhamento, como se eu fosse uma pessoa com algum tipo de anormalidade. Se eles ao menos soubessem a fragilidade de tudo o que existia à sua volta...
-Como está a cidade?
-Vazia, muito vazia. Nunca tinha visto Girassol desse jeito.
Quando passamos em frente à casa do Lucas, vi a Karina enxugando mais lágrimas. O que será que passava na cabeça dela? Logo estávamos no caminho de terra. O que eram cinco minutos à pé era bem mais rápido numa caminhonete velha. Luan levantou a cabeça. Logo chegamos e eu deixei a caminhonete na entrada.
Desci e fui andando, achando que Luan estava atrás de mim.
-Kate! Kate, espera. -olhei pra trás e Luan continuava parado na entrada.
-O que aconteceu?
-Eu não consigo passar.
-O quê? Deixa de frescura, anda logo.
-Não, eu não consigo. É como se tivesse algum tipo de vidro ou... não sei. Alguma coisa que me impedisse de entrar.
Fui até ele e o puxei, sem sucesso. Minha mão também ficava presa do lado de fora.
-Eu não consigo também. Que droga!
-Deve ter alguma coisa a ver com o colar. E com eu estar... você sabe, virando... Kate. -ele parou de falar e ficou como se estivesse congelado- Olha, Kate!
Olhei pra trás e vi um rostinho mais do que conhecido correndo em nossa direção. Seus cabelinhos loiros balançavam com o vento, mas não mais que suas mãozinhas.
-Peter!
Ele correu na direção do Luan, mas parou antes de chegar nele. Eles se encararam por um bom tempo.
-O que foi?
-Ele não pode sair. E eu não posso entrar. Vamos ter que adiar nosso abraço. -o rosto do Luan ficou triste e percebi algumas lágrimas se juntando em seus olhos. O Peter também parecia muito triste.
-Kate, ele quer te mostrar uma coisa. Vá com ele.
Peter me estendeu a mão e me puxou em direção à casa.
Olhei pra trás e Luan já estava dentro da caminhonete novamente. Quando entrei na sala, estava totalmente diferente da última vez. Estava tudo escuro, com apenas alguns focos de luz. Tinha uma cama encostada na parede, e o que parecia alguém deitado nela e coberto da cabeça aos pés. Não me restaram dúvidas de quem era.
-Pai? -puxei a coberta, e era ele mesmo dormindo, ou parecendo dormir.- Pai! Pai, por favor acorda! O que fizeram com você?
Me sentei na cama e coloquei ele em meu colo. Beijei sua cabeça em meu colo e não conseguia parar de chorar.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Quarenta e Oito

POV KATHERIN
Acordei ainda tudo escuro. Olhei o relógio que indicava 03:59 da manhã. Porque não quatro?
Me levantei e fui até o banheiro. Tinha uma marca roxa no meu ombro que não estava lá antes, e meu pulso ainda estava vermelho. Onde o Luan estava?
Saí do meu quarto e procurei ele nos outros. Não achei. Então eu desci pra sala. Ele estava na poltrona sentado, com um copo de whisky na mão e olhando pro nada. Fui andando devagar em sua direção. Ele me olhou um pouco receoso, como se estivesse com vergonha do que havia feito. Tirei o copo da sua mão e coloquei na mesa de centro. Sentei em seu colo e beijei seu pescoço.
-Kate, por favor...
-Shhhh... -eu disse e beijei sua boca. Ele permaneceu imóvel.
-Que droga você acha que tá fazendo? Sai de cima de mim.
Aquilo foi como um tapa na minha cara. Levantei e o empurrei. Subi as escadas para o quarto da minha avó e me tranquei lá. O que deu em mim? Porque aquele ataque louco de querer o Luan?
Eu precisava quebrar alguma coisa, então puxei da parede um quadro que minha avó tinha a muito tempo e saí atirando ele nas coisas. Em um instante, Luan estava na porta.
-Kate, eu não quis ser grosso. Abre a porta, por favor.
Joguei o quadro contra a porta.
-Kate, você vai acabar se machucando.
Quando olhei para o lugar em que o quadro ficava, tomei um grande susto. Tinha um colar pendurado, com uma chave que não parecia um pingente. Era uma chave de verdade. Não poderia ser tão fácil assim. Ou será que poderia? Só tinha um jeito de descobrir. Peguei o colar nas mãos e abri a porta.
-Kate...
-Agora não Luan.
-É sério, me escuta. Eu só falei daquele jeito porquê...
-Cala a droga da boca.
-O que é isso na sua mão?
Resolvi ignorar e simplesmente fingir que ele não estava ali.
Peguei a caixa e coloquei a chave na fechadura. Girei com o coração na mão, e ela abriu. Eu não sabia o que poderia ter ali dentro, então abri com o maior cuidado possível.
-MAS QUE DROGA É ESSA?!

POV LUAN
Katherin abriu a caixa e sua primeira frase não foi nada legal. Também me veio a vontade de xingar os quatro ventos. Dentro da caixa enorme, havia apenas um papel com alguns números. "13 9 47 72 32 44 20 12 20 12"
-A gente quase morreu pra isso?!!! O quê que eu vou fazer com isso? Olha, na boa? Assim fica difícil salvar o mundo. Acho que na verdade não é pro mundo ser salvo, porque olha só, o primeiro erro foi colocar nós dois nisso. Poderia ser qualquer pessoa no mundo. -ela não parava de falar. Então eu levantei e a beijei. Quando me toquei, já estava deitado em cima dela de novo.
-Desculpa.
-Tá, eu tava falando demais, eu sei que foi por isso.
-Não só por isso.
-Ok. Então agora a gente faz o quê? -Só nós dois sabemos disso. Temos que esperar o Lucas e o Sorocaba voltarem com o Peter, daí a gente pode pensar todo mundo junto, tá? Mas por enquanto, vamos ficar aqui.
Fechei a caixa novamente e coloquei o colar no pescoço dela.
-Agora volta a dormir.
-Não tô com sono.
-Vem, vamos ver o que tem pra comer, tem um bom tempo que você não se alimenta. Quando amanhecer a gente pode ir procurar seu pai.
-Tá, tudo bem.