-Estava esperando por vocês! -uma mulher disse quando abriu a porta da casa. Espera, ela estava falando português?
-Como sabe quem somos nós? -Luan perguntou.
-Sei reconhecer um Vetala quando estou frente à frente com um. E o colar... -ela olhou pra mim de um jeito estranho.
-Nenhum de nós é... -parei a frase no meio. Lembrei que Luan não tinha me falado exatamente o que aconteceu. A mulher riu.
-Vamos, entrem.
Mesmo com medo, segui em frente. E se naquele dia eu descobrisse algo
que era um mistério até para a polícia? E se eu tivesse a oportunidade
de me vingar de quem quer que fosse responsável por tirar a minha mãe de
mim? Se aquela mulher tivesse algo a ver com isso, eu não pensaria duas
vezes antes de voar na garganta dela.
-Sentem-se. Vocês querem alguma coisa? Um chá talvez...
-Não, obrigado. -respondi- Porque você estava nos esperando?
-Ora, a muitos anos eu espero alguém que pegue essa primeira página logo! Você veio trazer mais vida do que morte, acredite.
-Não, morte não. Não quero nenhuma morte.
-Nem tudo o que se quer se consegue. -ela olhou pro Luan.
-Onde tá a página? -Luan perguntou.
-Lá em cima. Mas você não vai poder entrar, só a garota.
-Porquê? -perguntei.
-Porque é assim que deve ser.
-Não vou deixar a Kate sozinha.
-Se quiser pode tentar entrar. Seu sangue não vai deixar. -ela sorriu.
-Nos leve logo até lá.
-Não posso esperar mais pela liberdade! -ela bateu palmas.
A seguimos por dentro da casa. Parecia mais velha por dentro do que por
fora. Algumas teias de aranha tomavam conta do papel de parede, que
parecia ser um bege mais antigo do que a própria casa. A escada rangia.
Enquanto subíamos, olhei várias vezes para saber se Luan estaria lá. Ele
correspondia meu olhar, mas eu não conseguia me acalmar.
-É na última porta. -ela apontou para o final do corredor. Luan estava
ao meu lado. Seguimos até lá enquanto eu sentia que aquela mulher estava
sorrindo. Eu sentia que talvez aquilo não daria certo. Mas já estávamos
na porta.
Coloquei devagar a minha mão na maçaneta. O metal frio me fez ficar mais
tensa ainda. Quando a porta e abriu, vi que havia um tipo de altar
prateado com uma página em cima. Uma pequena janela fazia com que a luz
do sol se direcionasse diretamente para o altar. Entrei no quarto com o
pensamento de pegar aquilo e encher aquela mulher de perguntas. Mas
então algo estranho aconteceu. Luan tentou entrar no quarto e uma luz
azul iluminou todo o cômodo. Ele foi jogado pra trás com uma velocidade
absurda. Tentei sair do quarto e ajudá-lo, mas o que às vistas parecia
uma passagem normal, era como vidro. Onde eu tocava, pequenos raios tão
azuis quanto o pedra de meu colar apareciam.
-Me deixe sair!
-Primeiro você tem que pegar a página. Depois sair. -Luan gemeu encostado na parede.
-Ajude-o! Ou me deixe ajudar.
-Eu disse que ele não entraria. Você só pode sair depois que pegar a página.
Jurando pra mim mesma que iria matá-la quando saísse dali, virei-me e
peguei a página. Parecia tão frágil que a peguei com o maior cuidado do
mundo, e logo me virei de volta. Passei pela porta com facilidade e fui
ao encontro do Luan.
-Tudo bem?
-Sim. Só parece que me jogaram em uma fogueira e depois em um moedor de carne.
-Vamos. -o ajudei a se levantar. Procurei a mulher, mas ela não estava lá. -Eu vou matar aquela vadia.
Luan riu. Quando chegamos na escada, a vi no andar debaixo. Ela tinha se
jogado. Havia morrido com um sorriso no rosto. Um sorriso de
satisfação.
Oi amores! O que vocês estão achando da fic hein? Me contem. :3 Posto o próximo com três comentários! Beijinhos da Dan. :*
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