-Ele está bem. -um homem com um sobretudo apareceu na minha frente.
-Quem é você? O que fez com meu pai?
-Eu o protegi. Infelizmente não consigo quebrar o feitiço que o Leandro lançou, então acho melhor você ir embora.
-O quê? Você não respondeu minhas perguntas! Me responde quem é você, o que fez com meu pai e como o Peter veio parar aqui.
-Eu não posso.
Tirei meu pai do meu colo e me levantei.
-Me responde!
-Seu pai vai acordar daqui a alguns dias. E não vai se lembrar de você. Só o Leandro pode desfazer isso, mas nem eu quero que isso aconteça. Foi bom. Pense no lado dele.
-VOCÊ TÁ ME DIZENDO QUE A MEMÓRIA DE MEU PAI FOI ARRANCADA DELE? TODOS OS MOMENTOS?
-Só os que envolvem você.
-Quem é você?
-Eu sou um amigo.
-QUEM É VOCÊ? -me joguei em cima dele e comecei a bater, mas ele não se preocupava nem em se proteger. Puxei seu sobretudo e caí de joelhos diante do que vi. Um par de asas douradas brilhava tanto quanto a armadura reluzente que ele usava. Não tinha outra palavra para descrevê-lo a não ser "lindo". Não era uma beleza humana, era além do que eu já estava acostumada, do que eu já tinha visto. Era uma beleza pura, que faria qualquer pessoa ficar horas somente admirando. Eu não sabia se aquilo vinha de seu rosto ou se era influência de suas imponentes asas.
-Katherin, levante-se. -ele pegou o sobretudo e o vestiu novamente. Me levantei com relutância, com olhos cheios de lágrimas sem saber direito o motivo.
-Você precisa ir, só tem dez dias para chegar. O caminho é longo e muito cansativo.
-Para onde?
-Se eu disser, vou interferir no rumo das coisas, e isso não é o certo. Vocês tem que descobrir sozinhos, usem as invenções do homem ao seu favor.
Olhei para meu pai ainda dormindo.
-Não se preocupe, ele vai ficar bem. Leandro é bom no que faz. Assim como o irmão. Eles são uma dupla perfeita.
-O que o Lucas pode fazer?
-Criar falsas emoções. E o Leandro, falsas lembranças. Você pode se lembrar de alguém especial, mas a saudade é diferente. A saudade você tem que sentir.
-Ele... ele me forçou a gostar dele? Por favor, me diz que não.
-Não. Quando ele estava pensando em fazer alguma coisa... ora, estamos perdendo tempo. Vão logo, vocês vão achar a resposta mas não vai ser aqui. O garoto tem que ficar, ele tem que ficar seguro. Por isso o raptei. Katherin, acredite, eu estou querendo ajudar vocês!
-O que você faz? É igual ao Luan? Você pode convencer as pessoas que a mentira é verdade?
-Não, não chego nem perto disso. Mas eu não sou importante, vá logo.
Virei pra trás e dei um beijo demorado na testa de meu pai. Logo depois o Peter me abraçou. Onde ele estava esse tempo todo?
-I love you. -ele me disse baixinho.
-I love you too, little bear. We love you. (Eu te amo também, ursinho. Nós amamos você.)
O beijei e me levantei.
-Eu vou confiar em você. Ultimamente estranhos têm sido mais confiáveis do que os do meu lado. Mas eu quero o Peter de volta.
-Aguarde e confie. -ele me abraçou e em um piscar de olhos, já estávamos do lado de fora. Entrei correndo no carro.
-Vamos.
-Quem é esse cara?
-Ele... Eu não sei. Ele vai cuidar do Peter. Nós temos que rever aqueles números.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Cinquenta
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Meu DEUSSS que louco.
ResponderExcluirContínua.
Sua fic é perfeita ♥
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