POV KATHERIN
Acordei ainda tudo escuro. Olhei o relógio que indicava 03:59 da manhã. Porque não quatro?
Me levantei e fui até o banheiro. Tinha uma marca roxa no meu ombro que não estava lá antes, e meu pulso ainda estava vermelho. Onde o Luan estava?
Saí do meu quarto e procurei ele nos outros. Não achei. Então eu desci pra sala. Ele estava na poltrona sentado, com um copo de whisky na mão e olhando pro nada. Fui andando devagar em sua direção. Ele me olhou um pouco receoso, como se estivesse com vergonha do que havia feito. Tirei o copo da sua mão e coloquei na mesa de centro. Sentei em seu colo e beijei seu pescoço.
-Kate, por favor...
-Shhhh... -eu disse e beijei sua boca. Ele permaneceu imóvel.
-Que droga você acha que tá fazendo? Sai de cima de mim.
Aquilo foi como um tapa na minha cara. Levantei e o empurrei. Subi as escadas para o quarto da minha avó e me tranquei lá. O que deu em mim? Porque aquele ataque louco de querer o Luan?
Eu precisava quebrar alguma coisa, então puxei da parede um quadro que minha avó tinha a muito tempo e saí atirando ele nas coisas. Em um instante, Luan estava na porta.
-Kate, eu não quis ser grosso. Abre a porta, por favor.
Joguei o quadro contra a porta.
-Kate, você vai acabar se machucando.
Quando olhei para o lugar em que o quadro ficava, tomei um grande susto. Tinha um colar pendurado, com uma chave que não parecia um pingente. Era uma chave de verdade. Não poderia ser tão fácil assim. Ou será que poderia? Só tinha um jeito de descobrir. Peguei o colar nas mãos e abri a porta.
-Kate...
-Agora não Luan.
-É sério, me escuta. Eu só falei daquele jeito porquê...
-Cala a droga da boca.
-O que é isso na sua mão?
Resolvi ignorar e simplesmente fingir que ele não estava ali.
Peguei a caixa e coloquei a chave na fechadura. Girei com o coração na mão, e ela abriu. Eu não sabia o que poderia ter ali dentro, então abri com o maior cuidado possível.
-MAS QUE DROGA É ESSA?!
POV LUAN
Katherin abriu a caixa e sua primeira frase não foi nada legal. Também me veio a vontade de xingar os quatro ventos. Dentro da caixa enorme, havia apenas um papel com alguns números. "13 9 47 72 32 44 20 12 20 12"
-A gente quase morreu pra isso?!!! O quê que eu vou fazer com isso? Olha, na boa? Assim fica difícil salvar o mundo. Acho que na verdade não é pro mundo ser salvo, porque olha só, o primeiro erro foi colocar nós dois nisso. Poderia ser qualquer pessoa no mundo. -ela não parava de falar. Então eu levantei e a beijei. Quando me toquei, já estava deitado em cima dela de novo.
-Desculpa.
-Tá, eu tava falando demais, eu sei que foi por isso.
-Não só por isso.
-Ok. Então agora a gente faz o quê? -Só nós dois sabemos disso. Temos que esperar o Lucas e o Sorocaba voltarem com o Peter, daí a gente pode pensar todo mundo junto, tá? Mas por enquanto, vamos ficar aqui.
Fechei a caixa novamente e coloquei o colar no pescoço dela.
-Agora volta a dormir.
-Não tô com sono.
-Vem, vamos ver o que tem pra comer, tem um bom tempo que você não se alimenta. Quando amanhecer a gente pode ir procurar seu pai.
-Tá, tudo bem.
Nada de terror.... muito bem, tá uma mocinha.
ResponderExcluirNossa que incrivel, tô mega curiosa.
ResponderExcluirContinua beijos. 😘