sábado, 21 de junho de 2014

Onze

Fechei o diário imediatamente e coloquei na pasta.
-Eu sei quem pode ajudar a gente.
Começou a chover. Estava preocupada com o pescoço do Luan. O que era aquilo? Joguei um pouco de água que tinha em uma garrafa nele, mas não parou de sair aquilo.
-Não parece sangue, não tem cheiro... isso é ruim. Vamos, a gente tem que ir no médico e na casa do Lucas.
-Você tá preocupada comigo... -ele riu, o que me deu nos nervos.
-Assim como estaria com qualquer outra pessoa. Vamos.
-Desde quando você se importa com alguém?
Eu senti que fiquei vermelha de raiva.
-Se não quer vir, não vem.  -peguei a maleta, coloquei junto ao corpo e saí, na chuva mesmo. Quando estava no meio do caminho, lembrei que ele poderia ter um ataque e desmaiar lá sozinho, afinal com a chuva, ninguém iria até a praia.
Voltei e não encontrei ele mais lá. Agora ele podia estar em qualquer lugar da cidade.
Mas o Luan ja era bem grandinho pra saber o que fazer. Se ele queria ir sozinho, que fosse.
Levei a maleta até a minha casa e a tranquei no cofre do escritório.
Eu não devia estar acreditando naquilo. Devia ser alguma brincadeira. Sei lá, talvez essa tal de Joanna quisesse pregar uma peça em seus descendentes. Talvez esse negócio de "destino da humanidade" não existisse. É, talvez ela fosse louca. Talvez por isso minha família foi para a Inglaterra, porque a Joanna vivia perturbando a mente das outras pessoas da cidade com isso, talvez ninguém mais a suportasse e a tivessem mandado pra lá. Isso explicaria porque ela era uma Santana e depois...
Não, não, não! Agora o que eu estava pensando era que parecia loucura. Não tinha como ser coincidencia o endereço daquela casa estar lá.
Eu precisava do meu pai, ele era meu porto seguro, ele sempre me dizia o que era certo a fazer, desde que eu era criança. Quando eu tinha qualquer problema, era para o colo dele que eu ia. De noite, eu sempre ia parar debaixo de seu cobertor, procurando por um lugar quente após um pesadelo.
E naquele pesadelo eu não sabia onde estava sua cama. E eu também não sabia se iria acordar.
Liguei para seu celular, mas so dava caixa postal. Disquei também o número do Lucas, mas deu que o mesmo era inexistente. Então resolvi ir até sua casa. Toquei a campainha repetidas vezes até que a dona Karina chegou.
-Oi...
-Oi dona Karina. Onde o Lucas e o Leandro estão?
-Quem?
-Lucas e Leandro, seus filhos. -ela pareceu confusa.
-Que filhos? Eu não tenho filhos.
-Dona Karina... seus filhos.
-Todo mundo sabe que eu não tenho filhos, porque você veio encher minha paciência hoje?
-Mas... mas Dona Karina eu não entendo...
Ela não me deixou terminar de falar, entrou e bateu a porta.
A chuva continuava. Ventava forte e meu guarda-chuva quase ia com o vento, não importava a direção que eu o colocasse.
Com um pouco de dificuldade, voltei pra casa.
Nunca havia estado tão confusa. Onde o Lucas estava? O que havia acontecido com a Dona Karina?
Comecei a tremer, sem saber se era de frio ou de desespero.
Percebi que estava completamente encharcada.
Subi até meu quarto e fui até a cabeceira da cama procurar as fotos de Lucas. Onde ele estaria àquela hora?
Tomei um susto ao ver que as fotos não estavam mais lá.
Agora eu tinha certeza que não era paranoia. Minha vontade era me rasgar inteira por dentro. Aquela era a maldição? Perder a pessoa que amamos? Já não bastava a minha avó?
Me enrolei na cama, mesmo com as roupas encharcadas. Será que meu pai também sumiria?
E o Luan? Não que eu o amasse, mas tínhamos algum vínculo agora. Ele iria simplesmente sumir também?

OI AMORES! ENTÃO, HOJE FOI O ÚLTIMO DIA EM QUE POSTEI MAIS DE DOIS CAPÍTULOS EM UM DIA! O QUE ESTÃO ACHANDO? COMENTEM, QUERO SABER. *-* TEM UM GRUPO NO WHATSAPP PRA FIC, QUEM QUISER ENTRAR DEIXA O NÚMERO COM O DDD AQUI, TÁ CERTO? E O MEU FACE É ESSE. BEIJINHOS. :*

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