Não sabia as horas exatas quando acordei, mas sabia que devia ser madrugada. Sentia como se meu corpo estivesse tomado pela febre. Senti meu nariz entupido e a garganta dolorida. A gripe tinha me pegado sem que eu percebesse?
Ouvi o barulho de algo no corredor.
-Pai? -perguntei mas ninguém respondeu. Esperei mais alguns segundos e perguntei por outra pessoa- Lucas?
Achei que ninguém fosse me responder novamente, mas a porta se abriu devagar. E quem abriu foi um Lucas diferente. Ele parecia abatido, como se não se alimentasse a dias, e com uma tristeza no olhar que acabou comigo. Ele caminhou devagar até minha cama.
Lucas me beijou a testa. O abracei, mas com muito medo. Medo não dele, mas do que viria depois. O que tinha acontecido?
-Você lembra de mim!
-Lembro. Lógico que lembro. Porque... eu fui na sua casa hoje e sua mãe ela me colocou pra fora, eu... O Luan sumiu. Eu não sei porque eu tô preocupada com isso, mas ele sumiu.
-Preciso te explicar uma coisa. -senti um vento entrar pela janela e o Leandro entrou no meu quarto.
Meu mal é que quando entro em pânico, não consigo sair do lugar.
Lucas acariciou meu rosto, e eu queria correr. Leandro chegou mais perto de mim, e minha respiração foi saindo do normal. Eu queria gritar. Onde estava meu pai?
-A culpa é sua! -Leandro disse apontando para o Lucas- Eu falei que era ela, falei pra gente dar um jeito nela, mas não, você não quis. Agora a gente tá aqui.
-Me escuta. Vai pra fazenda. Fica lá, até eu falar que pode sair, ouviu?
-O-o quê?
-Não tira esse colar. Isso é o mais importante. -Lucas disse e eu olhei para o colar que eu tinha pego emprestado das coisas da minha avó.
-Lembro. Lógico que lembro. Porque... eu fui na sua casa hoje e sua mãe ela me colocou pra fora, eu... O Luan sumiu. Eu não sei porque eu tô preocupada com isso, mas ele sumiu.
-Preciso te explicar uma coisa. -senti um vento entrar pela janela e o Leandro entrou no meu quarto.
Meu mal é que quando entro em pânico, não consigo sair do lugar.
Lucas acariciou meu rosto, e eu queria correr. Leandro chegou mais perto de mim, e minha respiração foi saindo do normal. Eu queria gritar. Onde estava meu pai?
-A culpa é sua! -Leandro disse apontando para o Lucas- Eu falei que era ela, falei pra gente dar um jeito nela, mas não, você não quis. Agora a gente tá aqui.
-Me escuta. Vai pra fazenda. Fica lá, até eu falar que pode sair, ouviu?
-O-o quê?
-Não tira esse colar. Isso é o mais importante. -Lucas disse e eu olhei para o colar que eu tinha pego emprestado das coisas da minha avó.
-O que tem ele? Lucas, eu não tô entendendo eu...
-Você abriu o diário. Você não entendeu isso ainda? Não entendeu a gravidade do que fez? -Leandro me disse.
-Katherin... -Lucas disse- A gente tem muito o que conversar.
POV LUAN
Eu não acreditava que tinha acontecido de novo. Eu não abri os olhos, mas sabia onde estava. Quer dizer, não exatamente. Sei que estaria em algum lugar que não conhecia. Com medo de estar no telhado de casa, abri os olhos. Encontrei um céu bastante estrelado. Tinham estrelas até demais. Na cidade não dava pra vê-las tão claramente.
Tentei me levantar e sentar, mas eu parecia deitado em um braço de sofá. Espera...braços de sofá não pinicam!
Me levantei rápido demais e quase me desequilibrei. A coisa piorou quando eu olhei pra baixo. Eu estava no topo de uma árvore! Como fui parar lá?
Me sentei no lugar onde eu estava e comecei a pensar. Eu não lembrava de ter ido dormir. Só de estar conversando com a Katherin sobre meu... meu pescoço! Toquei nele mas já não tinha nenhuma cicatriz grande, só o que me parecia uma bolinha. Eu sentia sede, e ali não parecia ter água em nenhum lugar perto. Eu precisava ir pra casa.
Bom, pra subir em árvores eu era tão bom que fazia dormindo, eu tinha acabado de me provar isso. Mas descer delas ainda era... digamos que um ponto a desenvolver. Era alto pra pular. Eu teria que descer escalando.
Vamos lá... um pé depois do outro e eu conseguiria. Eu tinha que me lembrar que qualquer arranhão ficaria marcado já que eu estava sem roupas.
Respirei fundo, me apoiei em um galho que parecia forte, coloquei um pé na árvore e... PAF! Mais ouvi o impacto do que senti dor. Minhas costas tinham ido parar direto no chão.
Quando tentei me levantar que ouvi o que pareciam ossos estralando dentro de mim. Era uma dor insuportável mas que estava passando aos poucos. Devia ser um sonho. Ou melhor, um pesadelo.
-Ai, até que enfim te encontrei! -mesmo de cabeça pra baixo (ainda estava deitado) conheceria ela em qualquer lugar.
-Micaella?
-Quê, não me conhece mais não? Pensei que você nunca iria terminar. Levanta daí que eu vou te levar pra minha casa.
-Eu não vou pra sua casa.
-Como assim você não vai?
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