POV LUAN
Ela não tinha falado comigo desde quando eu deixei escapar uma pequena piada sobre nosso novo sobrenome ser Salvatore. Ela disse que não foi ela quem escolheu, mas caiu como uma luva.
Estávamos já no avião, chegando no Brasil. Katherin dormia ao meu lado. Como um anjo. Não duvidaria se ela de repente descobrisse que era. Um anjo muito travesso, mas um anjo.
Toquei seu rosto. Num gesto de carinho que a muito tempo queria fazer. Seu rosto era tão macio quanto era lindo. Mesmo com aquela maquiagem, eu conseguia reconhecer seus traços lindos e só dela.
E sua boca... ah, eu me perderia nela por horas, se pudesse. Sem perceber, fui me aproximando, quase fazendo o que queria a tanto tempo. Katherin se mexeu, e eu desviei meu beijo para sua testa. Me demorei alguns segundos, e quando me afastei, ela me olhava. Olhei em seus olhos por algum tempo e percebi as lágrimas se juntando debaixo deles. Quando ela deixou uma escapar, eu enxuguei e a abracei. Abracei como eu deveria ter feito desde o começo. Ela se deitou em meu colo e continuou a chorar, até adormecer.
Ela não tinha falado comigo desde quando eu deixei escapar uma pequena piada sobre nosso novo sobrenome ser Salvatore. Ela disse que não foi ela quem escolheu, mas caiu como uma luva.
Estávamos já no avião, chegando no Brasil. Katherin dormia ao meu lado. Como um anjo. Não duvidaria se ela de repente descobrisse que era. Um anjo muito travesso, mas um anjo.
Toquei seu rosto. Num gesto de carinho que a muito tempo queria fazer. Seu rosto era tão macio quanto era lindo. Mesmo com aquela maquiagem, eu conseguia reconhecer seus traços lindos e só dela.
E sua boca... ah, eu me perderia nela por horas, se pudesse. Sem perceber, fui me aproximando, quase fazendo o que queria a tanto tempo. Katherin se mexeu, e eu desviei meu beijo para sua testa. Me demorei alguns segundos, e quando me afastei, ela me olhava. Olhei em seus olhos por algum tempo e percebi as lágrimas se juntando debaixo deles. Quando ela deixou uma escapar, eu enxuguei e a abracei. Abracei como eu deveria ter feito desde o começo. Ela se deitou em meu colo e continuou a chorar, até adormecer.
POV KATHERIN
Estava de volta ao Brasil. Assim que coloquei os pés em terra firme, eu me sentia estranha. Não me sentiria normal estando aqui parada. Sem o Lucas novamente.
Eu não me sentia em casa. Nada daquilo me parecia familiar.
-Acho que... é melhor você ir sozinha.
Estávamos parados em frente à chácara. Minhas coisas estavam em minhas mãos. Eu sentia saudades do meu pai, mas não queria entrar. Não queria sair de perto do Luan.
-Luan... Você vai sumir também?
-O que?
-Você não vai sumir, não é? Não vai me mandar embora também... Ou vai?
-Nunca! Eu sempre estive aqui. E sempre vou estar. Agora que a gente tem porquê ficar juntos, eu nunca vou sair de perto de você.
-Não quero te perder.
-Você não vai me perder. Não vou sair do seu lado a não ser que você peça. Ou talvez eu não saia nem com você pedindo.
Deixei minhas coisas caírem no chão e o abracei forte.
Droga! O que estava acontecendo comigo?
-KATHERIN! -ouvi meu pai gritar. Ele desceu do cavalo e correu em minha direção. Ao contrário do que eu esperava, ele parecia feliz em me ver. Me abraçou forte.
-É, ele estava certo. Você chegou bem.
-Ele quem?
-O seu amigo, o Sorocaba.
-Pai... Eu não tenho nenhum...
Meu cavalo chegou, com uma outra pessoa montada nele. O que era estranho, porque ele não deixava mais ninguém montá-lo. Ele desceu e andou até a mim. Percebi que ele era muito alto, e se parecia muito com qualquer outra pessoa da cidade. Mas ele não era.
-Oi Katherin. Que bom que vocês chegaram bem. -ele tocou em meu ombro e imediatamente senti minhas costas queimarem, em forma de "V". Era uma dor insuportável. Vi vários olhares de julgamento em minha direção. O que estava acontecendo?
De repente me vi cair. Sem parar. O desespero tomou conta de mim. Será que eu nunca chegaria ao chão? A agonia era enorme. Então senti um baque. E desfaleci.
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