POV KATHERIN
Parecia que Luan tinha planejado aquilo tudo havia meses. Apesar dos olhares estranhos enquanto saíamos do avião, sequer ninguém nos perguntava nada. Não tinham achado estranho alguém embarcar e desembarcar de um avião sem passar por nenhuma vistoria?
Eu continuava um pouco tonta. Me sentia cansada e um pouco abatida.
-Em qual hotel a gente pode ficar? -Luan perguntou.
-Não precisa de hotel. -eu disse- Trouxe as chaves de... casa.
Era estranho chamar de casa um lugar onde estive poucas vezes. Era como se eu soubesse que aquilo não ia ser bom, mas mesmo assim... Sabia que eu precisava ir.
Parecia que Luan tinha planejado aquilo tudo havia meses. Apesar dos olhares estranhos enquanto saíamos do avião, sequer ninguém nos perguntava nada. Não tinham achado estranho alguém embarcar e desembarcar de um avião sem passar por nenhuma vistoria?
Eu continuava um pouco tonta. Me sentia cansada e um pouco abatida.
-Em qual hotel a gente pode ficar? -Luan perguntou.
-Não precisa de hotel. -eu disse- Trouxe as chaves de... casa.
Era estranho chamar de casa um lugar onde estive poucas vezes. Era como se eu soubesse que aquilo não ia ser bom, mas mesmo assim... Sabia que eu precisava ir.
POV LUAN
Eu não queria, mas tive que fazer. Não gosto da palavra enganar, era mais algo como... apresentar um novo fato.
Com pessoas desconhecidas tudo bem, afinal eu provavelmente nunca mais as veria de novo, mas com a Katherin era diferente. Mas eu não podia dizer que eu fiquei enfurecido de fome no meio da viagem (enfurecido mesmo, não tinha sentido tanta fome na minha vida) e quase agredi a aeromoça. Quando ameaçaram parar o avião eu me controlei. Me deram mais comida e eu me acalmei um pouco. A Katherin tinha ficado assustada demais comigo, até que naturalmente ela se acalmou e dormiu.
Agora íamos em direção à casa de sua família em Londres. Ela parecia um pouco chocada, mas tentava não deixar isso transparecer. Preferi olhar a paisagem da cidade a preocupa-la com o que já estava parecendo obsessão. O dia estava um pouco cinza e o taxista não parecia amistoso como os do Brasil. Vi mais prédios e casas do que natureza. As casas eram como em Girassol, pareciam um pouco antigas. Depois de quase uma hora, comecei a ver um pouco de verde e o táxi parou em uma casa vermelha.

Não foi o tamanho da casa que me chamou atenção e sim um bosque atrás dela. Assim que paramos, senti um cheiro que vinha de lá que era um pouco estranho, mas que gritava "comida aqui, vem Luan, corre!". Eu queria sair correndo do carro ali mesmo, mas não ficaria bem pra mim. Paguei o táxi e ajudei com as malas. Ficamos um pouco admirando ela.
-Tem tanto tempo que eu não piso aqui, que ninguém da família entra...
-Então eu acho que esse é um momento muito especial, será que eu não devia ir pra algum hotel ou...
-Não -ela me interrompeu- Vamos entrar juntos.
Kate pegou a chave, encaixou e girou. Quando a porta abriu, um cheiro de casa no campo veio até nós. Katherin foi a primeira a entrar. Em seguida eu tentei, mas minha pernas não conseguiam sair do lugar.
-Entra Luan.
Como se fosse algum truque, minhas pernas me levaram pra dentro. A casa estava super limpa e arrumada. Parecia até que alguém tinha terminado de arrumá-la a alguns minutos. Kate também pareceu achar estranho.
-Tem alguém aqui? -ela perguntou.
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